O petróleo hoje (11) opera em forte alta, com investidores voltando a precificar risco geopolítico no Oriente Médio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a contraproposta do Irã para encerrar a guerra. A decisão prolonga as incertezas sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global da commodity.
Por volta das 12h, o petróleo Brent subia 2,47%, a US$ 103,79 por barril. Já o WTI avançava 2,35%, a US$ 97,66.
A reação ocorre depois de um período de alívio nos preços, quando o mercado chegou a precificar maior chance de acordo entre Washington e Teerã. No entanto, a recusa de Trump reacendeu o temor de que o conflito siga pressionando a oferta global de petróleo.
Petróleo hoje: Ormuz no radar
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o conflito com o Irã “não acabou”, reforçando a percepção de que as tensões no Oriente Médio ainda podem escalar. O comentário aumentou a cautela dos investidores diante do risco de novas interrupções no Estreito de Ormuz.
A passagem marítima segue no centro da crise porque concentra parte relevante do comércio global de petróleo e gás. Por isso, qualquer sinal de bloqueio prolongado, ataque a embarcações ou fracasso diplomático tende a elevar rapidamente o prêmio de risco embutido nos preços.
O setor petrolífero iraniano também permanece sob pressão desde o início do bloqueio marítimo dos EUA aos portos do país. Ainda assim, o ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, afirmou que Teerã adotou contramedidas para preservar a produção e as exportações.
“Durante os 40 dias de guerra, nossa produção não diminuiu e o processo de exportação foi favorável”, declarou Paknejad à TV estatal iraniana.
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Exportações iranianas
Segundo Paknejad, os primeiros dias após o bloqueio trouxeram desafios operacionais, mas o governo iraniano teria reagido para manter o fluxo do setor.
“Naturalmente, nos dias que se seguiram ao bloqueio dos EUA, enfrentamos desafios, mas medidas foram tomadas e esse processo continua”, afirmou o ministro, acrescentando que “o inimigo está cheio de ilusões”.
A fala tenta reduzir a percepção de fragilidade do Irã, mas não elimina a preocupação dos mercados com uma eventual piora no fornecimento global. Mesmo que Teerã mantenha parte das exportações, o bloqueio e o risco militar no entorno de Ormuz continuam suficientes para sustentar volatilidade nos contratos.
Com isso, o petróleo hoje volta a subir de forma expressiva. O mercado monitora os próximos sinais de Washington, Teerã e Tel Aviv, além de qualquer avanço ou ruptura nas negociações, que podem definir se o Brent seguirá acima dos US$ 100 ou voltará a devolver parte do prêmio geopolítico.






