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PCE dos EUA sobe 0,5% em setembro e mantém inflação no radar do Fed

PCE dos EUA sobe 0,5% em setembro e mantém inflação no radar do Fed

Índice veio em linha com as projeções do mercado, enquanto núcleo avançou 3,1% em 12 meses e reforçou as expectativas para a política monetária americana

O índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos avançou 0,5% em setembro, na comparação com agosto. Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 3,6%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Departamento do Comércio. Os resultados ficaram em linha com as estimativas dos analistas consultados pela FactSet.

O núcleo do PCE, que exclui os preços de alimentos e energia devido à maior volatilidade desses componentes, registrou alta de 0,3% no mês. Na comparação anual, o avanço foi de 3,1%. Os dois resultados também corresponderam às projeções do mercado.

PCE segue como referência para as decisões do Federal Reserve

O indicador é acompanhado de perto por investidores e autoridades monetárias, pois representa a principal medida de inflação utilizada pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, na avaliação da trajetória dos preços e na definição da política monetária dos Estados Unidos.

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Na quarta-feira (28), o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) decidiu manter a taxa básica de juros americana em 4%, diante de um cenário em que as pressões inflacionárias continuam exigindo atenção da autoridade monetária.

Entre os fatores que podem dificultar a desaceleração dos preços estão os efeitos das tarifas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump, as restrições à imigração, que podem elevar os custos de produção, e a alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio.

Dados em linha com as expectativas mantêm apostas para os juros

Como os números do PCE vieram em linha com as projeções, e o núcleo da inflação apresentou o comportamento esperado, a divulgação reforça o cenário já incorporado às expectativas dos investidores.

Nesse contexto, os dados não indicam, isoladamente, uma mudança significativa nas perspectivas de curto prazo para a política monetária americana. O mercado deve continuar monitorando os próximos indicadores de inflação e atividade econômica em busca de sinais sobre os rumos dos juros nos Estados Unidos.