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O que esperar do setor de varejo no 2TRI23?

O que esperar do setor de varejo no 2TRI23?

O investidor brasileiro quer saber o que esperar do setor de varejo no 2TRI23.

O segmento tem sido pressionado por uma série de fatores, incluindo concorrência estrangeira no mercado local, e isso tem tirado o sono do empresariado.

Levantamento do BTG Pactual (BPAC11) destaca que o 1S23 foi marcado por um mix de eventos, em que os fundamentos de curto prazo ainda estavam pressionados.

“Essa é uma tendência que acreditamos deve persistir na maioria das histórias até o final do ano, mas a aversão ao risco caiu devido a uma possível queda nas taxas de juros”, ressaltou.

O banco de investimentos divulgou relatório onde revisa as estimativas para 19 empresas em seu universo de cobertura, nos aprofundando nos impactos mistos de custos de financiamento mais altos, reabertura econômica e tentativas das empresas de preservar margens e caixa.

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“No geral, para o período 2024-2026, revisamos nossas estimativas de receita e EBITDA em -8% e -7%, respectivamente, enquanto as estimativas de lucro agora são 17% menores do que nossos modelos anteriores”, frisou.

Tabela mostra o universo de cobertura do BTG.

O do setor de varejo no 2TRI23

O BTG sinalizou, nos trimestres anteriores, o impacto das perspectivas macro sobre os players listados, uma tendência que deve persistir, embora com perspectivas mais positivas.

O debate sobre o setor nos próximos trimestres gira principalmente em torno de cinco variáveis:

  • altos custos de captação ainda pressionando os resultados, mas com possíveis cortes de juros favorecendo ações de long duration/alta alavancagem;
  • alta inflação (uma variável chave que pressiona a renda familiar), mas também ajuda a reduzir as pressões de custos;
  • varejistas mais expostos as famílias de alta renda apresentando números decentes, apesar da desaceleração esperada;
  • alavancagem financeira das empresas como variável-chave; e
  • impacto setorial da reforma tributária e tributação das plataformas internacionais de varejo.
Gráficos mostram o segmento de varejo.

Aversão ao risco

Conforme o banco de investimentos, os varejistas estão em alta de aproximadamente 14% no acumulado do ano e nos últimos três meses, após alguns trimestres de extrema aversão ao risco com a deterioração dos fundamentos econômicos (inflação e taxas de juros mais altas), prejudicando o apetite ao risco por ações de beta mais alto/long duration.

Olhando para os betas setoriais, o beta implícito de 1 ano foi de 1,30, enquanto o beta de 5 anos foi de 1,05. Uma taxa livre de risco e um risco-país mais altos tiveram um efeito importante no custo de capital (em vez de betas) e no baixo desempenho das ações de crescimento desde o 1S21, mas houve um ponto de inflexão nos últimos meses.

“Embora olhar para certas empresas individualmente revele espaço para queda de betas, o beta geral do setor de varejo já é baixo, então o upside agora virá muito mais das revisões positivas de lucros”, disse.

E acrescentou que a alavancagem continua no centro das atenções. “No primeiro ano da pandemia, juros mais baixos e subsídios governamentais impulsionaram a demanda e desencadearam diversas captações e investimentos setoriais. Mas isso foi seguido por um grande ponto de inflexão nos fundamentos macro, impactando resultados recentemente, com a inflação corroendo o poder de compra, também impactado pelo alto endividamento das famílias, enquanto algumas empresas apresentam dificuldades com alavancagem financeira.”