A inflação brasileira de 2022 fechou em 5,9%, índice abaixo dos números dos Estados Unidos (7,1%) e na zona do euro (10,1%). Mas analistas seguem preocupados com o núcleo da inflação do Brasil, cálculo que exclui os preços mais voláteis, como alimentação e energia, e que é mais alto que o número principal, ao contrário dos mercados desenvolvidos.
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O núcleo da inflação brasileira em 2022 foi de 8,7%, o que mostra que a maior parte da queda se deveu à desoneração dos combustíveis, adotada no segundo semestre pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e parcialmente mantida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além de baixar os preços dos combustíveis na bomba, a desoneração, especialmente do óleo diesel, ajudou a reduzir os preços da alimentação, já que os transportes são responsáveis por boa parte desse custo.
Como comparação, nos EUA o núcleo da inflação ficou em 6%, enquanto na zona do euro o índice é de 5%, mostrando que os mercados no Hemisfério Norte foram mais afetados pela alta nos preços do petróleo e de alguns alimentos que tiveram cadeias de distribuição prejudicadas pela invasão da Rússia à Ucrânia.
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Núcleo da inflação do Brasil: impacto nas pressões ao BC
O núcleo é considerado uma medida mais precisa para a discussão das políticas de combate à inflação, uma vez que exclui os preços mais voláteis e menos afetados por decisões monetárias dos bancos centrais.
Os números “cheios” brasileiros apontam uma inflação relativamente sob controle e permitem o aumento da pressão de setores do governo sobre o Banco Central pela queda na Selic, hoje em 13,75% ao ano, com endosso de parte dos agentes ligados ao setor produtivo. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é uma dessas vozes, embora fale em tom mais conciliador do que o presidente Lula.
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Analistas do mercado financeiro, contudo, apontam para o risco de precocidade numa eventual queda da Selic já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), em 21 e 22 de março.
Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, alerta, em entrevista ao Valor Econômico, que “fatores de demanda, inércia e câmbio contribuem para uma inflação de núcleo ainda bastante pressionada no Brasil”.
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