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Novos projetos na Venezula só se pagam com petróleo a US$ 80, diz Wood Mackenzie

Novos projetos na Venezula só se pagam com petróleo a US$ 80, diz Wood Mackenzie

País continua sendo uma oportunidade atraente em termos de reservas, mas os desafios econômicos e políticos são enormes

Após a captura dramática do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA no último fim de semana, as atenções se voltaram para o futuro da indústria petrolífera do país. O governo Trump, que já iniciou a comercialização de petróleo venezuelano e promete aliviar sanções, busca atrair bilhões de dólares em investimentos para revitalizar uma infraestrutura devastada por décadas de má gestão.

Segundo análise da consultoria Wood Mackenzie, a Venezuela continua sendo uma oportunidade atraente em termos de reservas, mas os desafios econômicos e políticos são enormes.

“O potencial é inegável, mas as condições para investimento ainda estão longe de ideais”, afirma Ed Crooks, vice-presidente da Wood Mackenzie.

A reconstrução exigirá aportes superiores a US$100 bilhões, segundo estimativas do próprio presidente Trump.

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No entanto, para que projetos de grande porte avancem, será necessário garantir estabilidade política, segurança jurídica e apoio contínuo do governo norte-americano. Além disso, será preciso melhorar os termos fiscais, hoje entre os mais desfavoráveis da América Latina, e resolver pendências bilionárias com empresas internacionais, como a ConocoPhillips, que tem mais de US$10 bilhões a receber.

Outro obstáculo é a falta de mão de obra qualificada, resultado do êxodo de profissionais nos últimos 25 anos. No curto prazo, as operações dependerão de expatriados, enquanto se tenta criar condições para repatriar talentos.

Só com o petróleo a US$ 80

Do ponto de vista econômico, a barreira mais significativa é o preço do petróleo. “Alguns projetos de óleo pesado só se justificam com Brent a cerca de US$80 por barril, considerando as condições fiscais atuais”, explica Crooks. Esse patamar é bem superior aos thresholds usuais das grandes operadoras, que trabalham com breakevens entre US$50 e US$60. Sem ajustes fiscais ou otimização de custos, dificilmente haverá aprovação de novos investimentos.

Além disso, a elevada intensidade de carbono do petróleo venezuelano pode afastar majors europeias, que enfrentam pressões por descarbonização.

Em resumo, embora a lista de pré-requisitos seja longa, a Wood Mackenzie acredita que todos são alcançáveis. Mas alerta: “O estado lamentável da indústria levou 25 anos para se consolidar. Não será revertido da noite para o dia.”

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