O novo arcabouço fiscal pode ser votado mesmo na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (22). A matéria, aprovada no Senado com alterações antes do recesso de meio de ano, teve de retornar para ser analisada novamente pelos deputados.
A informação é do Broadcast. A votação do novo arcabouço estava pendente de uma negociação entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), com o governo. Isso porque o presidente da Câmara teria interesse em compor com o governo.
Esse acordo faz parte de uma reforma ministerial. A mudança nos ministérios, com a entrada de partidos como o próprio PP (Progressistas), de Lira, e o Republicanos, seria anunciada na sexta-feira passada, mas foi adiada devido a um impasse no remanejamento de cargos e só deve acontecer na semana que vem, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltar na cúpula dos Brics, na África do Sul.
O impasse também incluiu trocas de farpas entre Lira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, principal responsável pelo projeto, que reclamou do “excesso de concentração de poder” do presidente da Câmara – que, por sua vez, chamou a fala de Haddad de “equivocada” e culpou o governo pela dificuldade em formar maioria.
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