O preço do minério de ferro caiu 1,16% na Bolsa de Dalian, na China, nesta sexta-feira (9), e passou a ser negociado a 682,50 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 101,8.
Em meio à atenção dos mercados às tensões geopolíticas na Ásia, um importante diplomata americano afirmou que investidores estão superestimando a possibilidade de um conflito no Estreito de Taiwan. Segundo ele, a dissuasão e as “consequências substanciais” impediriam Pequim de tomar a ilha até 2027.
“Na verdade, acho que a maior distorção de preços diz respeito a Taiwan, onde as pessoas estão superestimando o risco de algo acontecer no Estreito de Taiwan”, disse Michael DeSombre, secretário de Estado adjunto para Assuntos do Leste Asiático e do Pacífico, à CNBC na quinta-feira.
Em entrevista exclusiva a Sri Jegarajah, da CNBC, à margem da Cúpula Asiática do Instituto Milken, DeSombre afirmou que tanto a China quanto os EUA não querem conflito e que os americanos são capazes de dissuadi-lo. “Talvez as preocupações com isso estejam sendo superestimadas”, disse.
O que está em jogo em 2027
O governo dos EUA tem frequentemente apontado uma diretiva de Pequim para que o Exército de Libertação Popular esteja pronto para uma ação militar em Taiwan até 2027. Pequim, porém, nunca confirmou publicamente esse cronograma.
A China reivindica Taiwan como seu território e não descarta o uso da força para subjugá-lo. O governo da ilha, governada democraticamente, rejeita as reivindicações de Pequim.
Pequim também tem pressionado Washington a mudar sua postura diplomática de longa data em relação à ilha, de modo a se opor formalmente à independência de Taiwan. A cúpula do mês passado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, no entanto, não resultou em nenhum acordo público sobre o tema.
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