A Suzano (SUZB3) considera vender seus produtos para a China em yuans, em mais um sinal de que o dólar perde seu domínio nos mercados de commodities.
A companhia informou suas intenções por meio de documento encaminhado ao mercado, e destaca que a moeda chinesa ganha importância e clientes menores exigem negócios atrelados ao yuan.
À Bloomberg, o presidente da Suzano, Walter Schalka, disse que o país asiático é o maior comprador de commodities e responde por 43% da celulose da Suzano.
Além disso, embora o dólar permaneça dominante, o uso do yuan em contratos de todos os tipos, desde petróleo até níquel, ganha velocidade.
Também porque as sanções que cercaram Moscou após a invasão da Ucrânia aumentaram esse ritmo. Schalka acredita que o dólar se tornará menos relevante, mas reconheceu que ainda não houve uma grande transição para a moeda chinesa.

Suzano (SUZB3): 1TRI23
Vale lembrar que no final de abril a companhia reportou seu balanço, obtendo resultado líquido de R$ 5,2 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1TRI23), queda de 49% frente os R$ 10,3 milhões do primeiro trimestre de 2022.
Frente ao quarto trimestre de 2022 a queda foi de 30% por conta dos R$ 7,4 milhões obtidos naquele período.
Já a receita líquida subiu 16% ao alcançar R$ 11,2 milhões no período contra os R$ 9,7 milhões do primeiro trimestre de 2022.
Frente ao quarto trimestre de 2022 o indicador recuou 22% ao marcar R$ 14,3 milhões naquele período.
O Ebitda ajustado, por sua vez, subiu 20% ao alcançar R$ 6,1 milhões contra os R$ 5,1 milhões do primeiro trimestre de 2022.
Frente ao quarto trimestre de 2022 o indicador recuou 25% ao marcar R$ 8,1 milhões naquele período.
Bolsa
A ação SUZB3 recuava 0,43% por volta das 14h38, cotada em R$ 41,69.
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