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Minério de ferro cai 0,81% em Dalian, após inflação da China atingir maior nível desde 2022

Minério de ferro cai 0,81% em Dalian, após inflação da China atingir maior nível desde 2022

Índice de preços ao produtor sobe 5% em setembro, impulsionado por combustíveis; inflação ao consumidor fica levemente abaixo do esperado

O preço do minério de ferro recuou 0,81% na bolsa de Dalian, na China, cotado a 674 yuans a tonelada (cerca de US$ 100,70) A queda ocorreu no mesmo dia em que o país divulgou dados de inflação que mostram a economia chinesa se afastando gradualmente das pressões deflacionárias.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) da China subiu 5% em setembro, o ritmo mais acelerado em mais de quatro anos. O resultado superou a projeção de 4,5% dos economistas consultados pela Reuters e ficou bem acima dos 3,8% registrados em agosto. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS), o avanço foi puxado pela alta dos combustíveis, que elevou os custos para as empresas.

O órgão também apontou preços mais altos no setor de carvão, em razão do aumento da demanda por aquecimento no inverno, da oferta temporariamente restrita nas principais áreas produtoras e das expectativas de valorização do carvão no mercado internacional.

Os preços ao consumidor (IPC) avançaram 0,9% em setembro, ligeiramente abaixo da expectativa de 1%, mas acima dos 0,8% do mês anterior. De acordo com Dong Lijuan, estatística-chefe da Divisão Urbana do NBS, a alta foi motivada pela gasolina, que subiu 16,6% e contribuiu com cerca de 0,47 ponto percentual para o avanço anual do índice.

O efeito foi parcialmente compensado pela queda de 1,7% nos preços dos alimentos, que reduziu o IPC em 0,29 ponto percentual. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 1%.

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Leituras dos analistas

Para Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management, o IPC abaixo do esperado indica que a demanda interna segue “fraca”. Já Hao Zhou, economista-chefe da Guotai Junan International Holdings, avalia que o IPP em alta sugere uma economia que se afasta aos poucos da deflação, embora a recuperação continue desigual.

Como a China é a maior consumidora global de minério de ferro, os indicadores de inflação e de demanda do país são acompanhados de perto pelo mercado da commodity.

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