O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou que o país poderia deixar o Mercosul caso isso fosse necessário para concretizar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
A afirmação foi feita em entrevista à Bloomberg durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Apesar da possibilidade, Milei afirmou que espera chegar a um consenso sem precisar adotar medidas tão drásticas.
“Há mecanismos que podem ser usados até mesmo dentro do Mercosul, então achamos que isso pode ser feito sem necessariamente ter que sair”, disse Milei. No entanto, ao ser questionado se estaria disposto a abandonar o bloco, o presidente hesitou antes de responder que sim, caso fosse imprescindível.
Milei tem sido um crítico feroz do Mercosul, que já chamou de “prisão” protecionista. Durante a campanha eleitoral, ele ameaçou retirar a Argentina do bloco, mas, até o momento, não tomou nenhuma ação concreta nesse sentido.
O presidente argentino evitou confirmar se discutiu um possível acordo diretamente com Donald Trump ou membros de sua administração enquanto esteve em Washington para a posse do novo presidente dos EUA. No entanto, destacou que seu governo tem trabalhado “muito duro” para estabelecer um pacto comercial com os norte-americanos.
O Mercosul, formado originalmente por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, impõe restrições a negociações individuais de seus membros com outros países, o que pode dificultar os planos de Milei para avançar em um acordo bilateral com os EUA.
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