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Meta de inflação: Lula pede menos rigidez e Haddad, horizonte maior que um ano

Meta de inflação: Lula pede menos rigidez e Haddad, horizonte maior que um ano

Em dia de reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) para definir meta de inflação, o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil não precisa ter um sistema de metas de inflação tão rígido”. “O Brasil não precisa ter uma meta de inflação tão rígida, como estão querendo impor agora, sem alcançar. A […]

Em dia de reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) para definir meta de inflação, o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil não precisa ter um sistema de metas de inflação tão rígido”.

“O Brasil não precisa ter uma meta de inflação tão rígida, como estão querendo impor agora, sem alcançar. A gente tem que ter uma meta que a gente alcance. Alcançou aquela meta? A gente pode reduzir e fazer mais um degrau, descer mais um degrau. É para isso que a política monetária tem que ser móvel. Ela não tem que ser fixa e eterna, ela tem que ter sensibilidade em função da realidade da economia e das aspirações da sociedade”, disse em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre.

Na quarta-feira (28), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o modelo de meta contínua.

Atualmente, o Banco Central (BC) persegue uma meta de inflação estabelecida a cada ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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O que é a meta contínua

No sistema de meta contínua, usado em vários países desenvolvidos, o horizonte pode ser aberto ou obedecer a um prazo maior que um ano, como 18 ou 24 meses.

Para este ano, a meta de inflação do Brasil está fixada em 3,25% e, para 2024 e 2025, em 3%, todas com a mesma margem de tolerância.

Votam hoje na reunião do CMN Haddad; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Geralmente, as decisões ocorrem por consenso, mas, caso haja divergências, são decididas por maioria de voto.

O presidente também voltou a criticar a manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75%, na última reunião do Copom.

Vale lembrar que, na terça-feira (27), a ata da reunião do Copom trouxe como novidade a indicação de que a maioria dos membros do comitê de política monetária do Banco Central enxerga como possível uma redução “parcimoniosa” da taxa de juros já na próxima reunião do grupo, que acontece dias 1 e 2 de agosto.

Para a EQI Asset, a taxa básica de juros (Selic) deve começar a cair em agosto, com recuo de 25 pontos-base. E tal indicação do Copom alivia a pressão política da reunião do CMN que decide meta de inflação hoje. 

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