O Itaú BBA revisou sua projeção para a Selic terminal de 2026 de 13,25% para 13,75%, diante de inflação mais resiliente e atividade econômica mais forte que o esperado.
O banco mantém o ritmo de cortes de 25 pontos-base e descarta aceleração, entendendo que o espaço para afrouxamento monetário ficou ainda mais limitado no cenário atual.
A revisão foi divulgada nesta segunda-feira (1º/6) pela equipe de macroeconomia da instituição, junto a uma atualização completa das projeções para o Brasil e o mundo.
Inflação revisada para cima nos dois anos
A projeção para o IPCA de 2026 foi elevada de 5,2% para 5,4%, refletindo o maior repasse indireto do choque do petróleo para os preços domésticos.
Para 2027, a estimativa subiu de 4,3% para 4,5% — no limite superior da banda de tolerância da meta definida pelo CMN.
A combinação de maior inércia inflacionária com pressão em alimentos, causada por riscos de disponibilidade de fertilizantes e impacto do El Niño, explica a revisão para o ano seguinte.
PIB sobe para 2,1% em 2026; câmbio segue em R$ 5,15
O crescimento do PIB para 2026 foi revisado de 1,9% para 2,1%, incorporando o impacto de medidas de estímulo anunciadas pelo governo, que tornaram o balanço de riscos para este ano mais equilibrado.
Para 2027, a projeção de crescimento foi mantida em 1,7%. A taxa de desemprego segue estimada em 5,7% este ano e 6,0% no próximo.
No câmbio, o banco mantém projeção de R$ 5,15 por dólar em 2026. Para 2027, a estimativa é de R$ 5,35, refletindo fundamentos favoráveis no curto prazo, mas com alguma depreciação justificada pela incerteza típica de anos eleitorais.






