Os lançamentos residenciais em São Paulo somaram 27,9 mil unidades no primeiro trimestre de 2026, queda de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor geral de vendas (VGV) dos lançamentos caiu 19%, para R$ 12,4 bilhões, refletindo a desaceleração nos segmentos de média e alta renda.
Nesse segmento, os lançamentos recuaram 20% e as vendas caíram 13% na comparação anual. Já o mercado de baixa renda, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida, apresentou desempenho mais resiliente, com alta de 17% nas vendas e avanço de 5% nos lançamentos.
Lançamentos residenciais enfrentam estoques maiores
No consolidado, as vendas residenciais cresceram 6% no trimestre, para 29,3 mil unidades. Ainda assim, o VGV vendido recuou 8%, para R$ 12,9 bilhões, pressionado por um mix de produtos mais barato.
Os estoques chegaram a cerca de 84 mil unidades, alta de 34% em relação ao ano anterior, enquanto a velocidade de vendas (VSO) caiu para 11,4% em março.
Apesar do trimestre mais fraco, os dados de março mostraram recuperação, com lançamentos em alta de 18,5% na comparação anual.
Para analistas da Ágora Investimentos, a desaceleração era esperada diante do avanço do INCC e do aumento das entregas. “Nesse contexto mais desafiador, acreditamos que players com maior escala tendem a performar melhor, como a Cyrela”, afirmaram.






