O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou sua nona alta consecutiva em outubro de 2024, com avanço de 0,94% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o índice alcançou alta de 6,46%, enquanto, em 12 meses, o aumento ficou em 5,89%.
Apesar do crescimento, o resultado mensal foi inferior ao registrado em outubro de 2023, quando o índice variou 1,07%. Os dados foram divulgados pelo IBGE e refletem uma aceleração em relação ao aumento observado em setembro de 2024, que foi de 0,62%.
De acordo com o analista do IPP, Murilo Alvim, a alta do dólar foi um fator importante para o resultado de outubro. A valorização da moeda americana, que subiu 1,5% no mês e acumula 14,8% no ano, impactou diretamente os preços de diversos setores, como o de alimentos e o de indústrias extrativas.

Crescimento em atividades industriais
Das 24 atividades analisadas na pesquisa, 15 registraram aumento nos preços em outubro, destacando-se setores como alimentos (1,81%), indústrias extrativas (7,84%) e metalurgia (2,24%).
Juntas, essas atividades foram responsáveis pelas maiores influências no índice geral, com destaque para os alimentos, que contribuíram com 0,46 p.p., e as indústrias extrativas, com 0,34 p.p.
Setor de alimentos sustenta alta
O setor de alimentos apresentou variação positiva pelo sétimo mês consecutivo, embora a taxa tenha desacelerado em relação a setembro (3,60%). No acumulado do ano, o setor soma alta de 9,39%, marcando uma recuperação em relação ao mesmo período de 2023, quando acumulava queda de 3,89%.
A elevação nos preços foi impulsionada pelo aumento das carnes, especialmente bovinas, devido à menor oferta no mercado interno e ao crescimento das exportações. Os derivados de soja, como óleo bruto e refinado, também contribuíram para o desempenho, influenciados por uma demanda aquecida no mercado externo.
Indústrias extrativas lideram variação percentual
O setor de indústrias extrativas registrou a maior variação percentual em outubro, com alta de 7,84%. Foi o melhor desempenho desde janeiro de 2023 (9,62%) e refletiu o aumento nos preços de commodities como óleo bruto de petróleo e minério de ferro, acompanhando as altas nas cotações internacionais.
Resultados por grandes categorias econômicas
Os preços apresentaram crescimento em todas as grandes categorias econômicas:
- Bens de capital (BK): alta de 0,92%;
- Bens intermediários (BI): alta de 0,81%;
- Bens de consumo (BC): alta de 1,14%, com variações de 0,68% nos bens duráveis e 1,23% nos semiduráveis e não duráveis.
Os bens intermediários foram os maiores influenciadores do índice em outubro, enquanto os bens de consumo lideraram em termos de variação percentual.
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