O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citou a “harmonia entre os poderes” como principal causa para a elevação da nota de crédito do Brasil pela agência Fitch, que classifica o risco de investimento nos mercados e subiu o país para o conceito BB, cinco anos depois de reduzir a nota para BB-..
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“A Fitch é a primeira das grandes agências que muda a nota. Eu sempre disse, e continuo acreditando, que a harmonia entre os poderes é a saída para que voltemos a obter o grau de investimento. Um país do tamanho do Brasil não tem sentido não ter grau de investimento”, disse Haddad.
Segundo ele, a parceria com o Congresso e seus presidentes, Arthur Lira (PP-AL), da Câmara, e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do Senado, na aprovação de medidas como o novo arcabouço fiscal e a primeira etapa da reforma tributária, que simplificou a taxação sobre a produção e o consumo, são fundamentais para convencer as agências sobre os rumos da economia brasileira.
“Temos um potencial de recursos naturais e humanos, reservas cambiais, tecnologia, parque industrial. Fico muito feliz por termos conseguido sinalizar para o mundo que o Brasil é o país das oportunidades, de geração de bem-estar, emprego e renda. Tenho certeza de que este caminho vai ser seguido”, comemorou Haddad.
O ministro disse ainda que o governo e o Congresso têm “muito trabalho pela frente” na agenda econômica, tanto ao longo do segundo semestre, para aprovar a segunda etapa da reforma tributária, sobre renda, e de 2024. “O próximo ano será chave, não só para atingir as metas previstas, mas também para regulamentar o que for aprovado este ano.”
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Nota de crédito do Brasil: o que diz a Fitch
Em anúncio na manhã desta quarta-feira (26), a Fitch justificou a elevação dizendo que o Brasil apresenta “um desempenho macroeconômico e fiscal melhor do que o esperado em meio a sucessivos choques nos últimos anos, políticas proativas e reformas que apoiaram isso, e a expectativa da Fitch de que o novo governo trabalhará para melhorias adicionais”, afirma a agência.
“Apesar das persistentes tensões políticas desde o rebaixamento de 2018, o Brasil alcançou progresso em importantes reformas para enfrentar os desafios econômicos e fiscais. O novo governo esquerdista de Lula defende um afastamento da agenda econômica liberal dos governos anteriores. No entanto, a Fitch espera que o pragmatismo e os freios e contrapesos institucionais mais amplos evitem desvios radicais de macro ou micropolítica, enquanto o governo também está buscando iniciativas para apoiar o setor privado (por exemplo, reforma tributária)”, complementa o texto.
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