A Etiópia, país próximo ao Oriente Médio, na Região chamada de Chifre da África, pediu para ingressar no grupo BRICS, termo que designa Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A informação é do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, para quem a Etiópia tem sido membro e fundadora de muitas instituições internacionais.
Trata-se do segundo país mais populoso daquele continente, com mais de 114 milhões de habitantes, e a maioria reside no interior. A economia do país é do tipo planificada, centrada nas ações e decisões do Estado.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB do país é de US$ 93,97 bilhões. O valor per capita é muito baixo, de US$ 95.
Entretanto, vale ressaltar que houve a redução da parcela da população que vivia abaixo da linha da pobreza, passando de 30% para 24% entre 2011 e 2016.
Levantamento do Banco Mundial aponta. ainda, que o setor de serviços e a agropecuária conduzem a economia do país. O terciário, que abrange o comércio e os serviços, responde por 43,6% do PIB etíope e quase 20% da mão de obra. Esta se concentra no setor primário, que emprega 72,7% dos trabalhadores do país e é responsável por uma parcela de 34,8% do seu PIB.
Também traz que a produção gira em torno de gêneros como trigo, milho, batatas e tubérculos no geral, cana-de-açúcar e leite. A indústria corresponde a 21,6% do PIB e se concentra no processamento de alimentos, produção de bebidas, têxtil e na produção de metais e cimentos.
A Rainha da Etiópia
No campo cultural, sabendo que no Oriente Antigo política, economia e religião estão dentro de um mesmo caldeirão, a Etiópia já foi a nação mais rica do continente.
O povo era governado pela Rainha de Sabá, personagem que, fictícia ou histórica, cujo registro se encontra em alguns textos ditos sagrados tanto para Orientais quanto para Ocidentais, teve um encontro com o mais rico rei do crescente fértil, termo que designa a área atualmente ocupada por Israel. Trata-se de Salomão, filho de Davi.
Além disso, há uma das ditas tribos de Israel que, mais de dois mil anos atrás, emigrou para a Etiópia e, assim que houve a formação do Estado de Israel, já na era moderna, teve a possibilidade de retornar. Eles são uma comunidade de judeus de pele escura e, com isso, quebra o padrão que impõe uma descendência exclusivamente branca para o país cujo pai fundador (da nação) se chamava Abraão, um retirante da Caldeia (atual Iraque).
A arqueologia e a antropologia dão conta de alguns destes fatos, o que imprime alguma veracidade. Entretanto, há elementos puramente do âmbito de fé, que nunca puderam ser provados. O primeiro trata de um suposto romance entre Salomão e Makeda (Rainha de Sabá) e o segundo, ainda relacionado a ambos, pressupõe que a Arca da Aliança foi enviada de forma furtiva à Etiópia quando o povo de Israel sofreu mais uma invasão e, por isso, o artefato jamais foi encontrado.
A importância do ícone se dá por conta da suposição de que dentro dele estariam as placas que estabeleceriam as Leis dadas por Deus a Moisés, no monte, o chamado Decálogo (Dez Mandamentos), bem como o cajado do pastor-profeta Moisés. Havia, ainda, um dos Manás com os quais Deus alimentou o povo no deserto, ou seja, um pão do céu.
Indiferentemente do panteão ou da mitologia a que estas histórias pertencem, o fato é que a Etiópia é um país que busca seu lugar no mundo moderno, e o único que jamais foi colonizado por uma potência estrangeira em toda a sua história.
Cúpula do BRICS
A África do Sul disse nesta data que sediará a cúpula dos Brics em agosto, conforme planejado, em meio a especulações de que o encontro poderia mudar para a China a fim de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pudesse comparecer em um país não obrigado a prendê-lo por acusações de crimes de guerra. A informação é da Reuters.
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