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Embargo do Japão a frango: ministro busca reverter decisão; oferta deve aumentar no mercado interno

Embargo do Japão a frango: ministro busca reverter decisão; oferta deve aumentar no mercado interno

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, realiza visita ao Japão esta semana para tentar reverter o embargo do país asiático a frango de Santa Catarina e Espírito Santo.

Tóquio suspendeu as importações de produtos avícolas desses estados após focos de gripe aviária (GAAP) terem sido localizados em aves de criação de subsistência em Serra (ES) e Maracajá (SC).

Segundo o Ministério da Agricultura, foram registrados 67 focos de gripe aviária no país, 65 em aves silvestres e dois em criação de subsistência.

Em relatório, o BTG Pactual (SBPAC11), aponta a relevância da exportação de aves para o Japão e afirma que o excedente tende a ser comercializado internamente no país, o que deve impactar os preços da carne no Brasil.

“O estado de Santa Catarina (SC) é o segundo maior produtor e exportador brasileiro de carne de frango, com 14,5% e 21,8% do total de 2022, respectivamente. O Japão, por sua vez, representou 9% das exportações de frango do Brasil em 2022 (terceiro depois da China e dos Emirados Árabes) e é um dos destinos mais lucrativos, tendo pago um prêmio de 15% sobre o preço médio de exportação de frango do Brasil no ano passado”, aponta o banco.

“No ano passado, o Brasil produziu 14,5 milhões de toneladas de carne de frango, sendo 2,1 milhões em SC. As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, sendo 1 milhão de Santa Catarina. O Japão importou 420 mil toneladas do Brasil em 2022, das quais cerca de 140 mil toneladas vieram de SC. Essas 140 mil toneladas de frango por ano acabariam tendo que ser vendidas em outro lugar”, aponta o banco de investimentos.

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E explica que, como o Japão normalmente importa cortes de aves que são bastante específicos para o seu mercado (por isso o prêmio sobre o preço médio), a expectativa é que a maior parte da carne que seria exportada para o Japão acabará tendo que ser vendida no mercado interno brasileiro.

“Essas 140 mil toneladas representariam, portanto, um aumento de  aproximadamente 1,5% na oferta doméstica. Dada a natureza inelástica do consumo de alimentos em relação ao preço, normalmente consideraríamos o impacto no preço igual ao impacto no volume. Portanto, o impacto desse evento não é grande, mas também não o consideraríamos desprezível, principalmente se o surto de GAAP continuar crescendo para outros estados produtores relevantes”, diz o relatório.

Também há incerteza sobre quanto tempo essas restrições à exportação podem durar.

Como ainda não houve casos de GAAP em aves comerciais, o status oficial do Brasil permanece livre de GAAP.

E o embargo japonês contraria a orientação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que só prevê suspensões de importações quando plantéis comerciais são afetados, o que não ocorreu no Brasil.

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