A confiança do consumidor nos EUA voltou a subir. O índice prévio de janeiro, calculado pela Universidade de Michigan, ficou em 64,5 pontos, contra 59,7 em dezembro, surpreendendo inclusive as expectativas de consenso do mercado, que projetavam nova queda.
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Todos os componentes do índice tiveram alta: a sensação sobre as condições atuais da economia foi de 59,4 pontos para 68,6, enquanto a expectativa das condições de médio prazo ficou em 62 pontos, ante 59,9 em dezembro. Já a expectativa para a inflação daqui a 12 meses desceu de 4,4% para 4% ao ano.
Os números surpreendem diante de um cenário de desaceleração que tem provocado sentimentos negativos em boa parte dos executivos, como mostram os dados do PMI (Índice de Gerente de Compras) de dezembro.
Nesta semana, o CPI, principal índice de inflação do país, ficou em 6,5% no acumulado dos últimos 12 meses, com deflação de 0,1% em dezembro. O núcleo da inflação, que destaca elementos mais voláteis, como alimentação e energia, ficou em 5,7%.
“Os números permanecem baixos do ponto de vista histórico, mas mostram uma percepção menos pessimista a partir dos números da queda da inflação e do valor maior dos salários”, diz a diretora da pesquisa, Joanne Hsu. Ela sugere atenção ao cenário internacional. “Mudanças em fatores globais nos próximos meses podem reverter esse sentimento.”
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Alta de juros mantém economia em suspense
O cenário de desaceleração visto nos últimos meses é consequência da política de aperto monetário adotada pelo Fed, o banco central norte-americano, desde o segundo semestre de 2022, a fim de combater a inflação, que chegou aos números mais altos em 40 anos. O Fomc, comitê de política monetária do Fed, voltará a se reunir nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro.
Depois de quatro altas seguidas de 0,75 p.p, o comitê aumentou os juros em 0,5 p.p.na última reunião, em dezembro, para o intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A ata dessa reunião, divulgada na semana passada, aponta para nova alta, estimada pelo mercado entre 0,25 p.p. e 0,5 p.p..
“Tendo em vista o nível de inflação persistente e inaceitavelmente alto, vários participantes comentaram que a experiência histórica adverte contra o afrouxamento prematuro da política monetária”, diz o texto.
Nesta semana, em evento sobre a independência dos Bancos Centrais, na Suécia, o presidente do Fed, Jerome Powell, não fez referências diretas ao valor da alta da próxima reunião, mas já declarou em outras ocasiões que o aperto monetário seguirá até que a inflação volte a patamares próximos à meta de 2% ao ano.
Também nesta semana, a presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou ser a favor de um aumento de 0,25 p.p. na taxa de juros e que novos aumentos similares devem ocorrer nas reuniões seguintes, deixando a taxa acima de 5% ao ano.
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