A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Center) revisou para cima sua estimativa de vendas para o ano de 2022. Agora, a entidade prevê um aumento de 17,3% em relação ao ano passado, quase quatro pontos percentuais acima da meta inicial, com vendas acima dos R$ 185 bilhões.
O motivo principal para o reajuste otimista foi o salto nas vendas do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2021: a alta nominal foi de 34,8%, o que, mesmo considerando uma inflação em torno de 10%, ainda mostra um volume muito maior de negócios.
A diferença é que, no primeiro trimestre do ano passado, a pandemia de covid-19 ganhou força, e muitas cidades ampliaram restrições – em algumas delas houve até antecipação de feriados para a realização de lockdowns. Já os números deste ano são de um cenário sem nenhum tipo de restrição, em que o shopping center volta a ser considerado uma alternativa segura e confortável para o comércio – ainda que as últimas semanas tenham voltado a registrar crescimento de casos.
Mas nem tudo é otimismo na previsão dos donos e mantenedores de shopping center. A entidade considera que o ambiente macroeconômico do país ainda está muito deteriorado, com forte pressão inflacionária causada pela oscilação nos preços dos combustíveis e dos alimentos;
Além disso, a Abrasce faz uma estimativa de desaceleração no fluxo de visitantes aos centros comerciais a partir do segundo semestre, não apenas pelo cenário econômico, mas também porque o gargalo inicial de demanda represada já teria sido atendido, conforme mostram os números do primeiro trimestre.
- Quer sabe se vale a pena investir em shoppings ou em outras empresas ligadas ao comércio? Preencha este formulário e um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para tirar suas dúvidas mostrar as melhores aplicações disponíveis!






