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BTG (BPAC11) recomenda abordagem mais conservadora para a Natura (NTCO3)

BTG (BPAC11) recomenda abordagem mais conservadora para a Natura (NTCO3)

O BTG Pactual (BPAC11) publicou nesta terça-feira (10) o relatório relacionado às ações da  Natura (NTCO3), divulgados no Investor Day.

O BTG Pactual (BPAC11) publicou novo relatório nesta terça-feira (10), após Investidor Day da Natura (NTCO3). Segundo o banco, a empresa compartilhou o seu plano estratégico para 2022, reforçou o guidance de sinergias com a Avon e destacou as pressões inflacionárias no Leste Europeu. Desta forma, o BTG manteve o seu rating para compra no preço-alvo de R$ 70.

A companhia reavaliou o guidance de receita e de alavancagem financeira no encontro e os índices contabilizaram R$ 47-R$ 49 bilhões e 1x dívida líquida/Ebitda respectivamente. É previsto o percentual de 15-17% para o guidance de margem Ebitda em 2024.

BTG (BPAC11): Natura&Co Latam e Avon Internacional

A Natura&Co Latam encontrou obstáculos em um cenário pandêmico, entretanto, registrou bons números:  4,4 milhões de representantes, 780 lojas e 110 milhões de clientes. O market share foi de 12,3%

“O plano estratégico daqui para frente é fortalecer a posição de liderança da empresa, expandir sua presença, melhorar o cross-selling (vendas cruzadas) e upselling (sugestão de produtos a mais do que está sendo comprado) entre marcas, aumentar a alavancagem operacional e, finalmente, fornecer sinergias de custo e receita (US$ 350-450 milhões).” informou trecho do relatório.

O encontro também destacou a Avon Internacional, que busca a estabilização através do aumento das margens. Segundo o relatório do banco,  um modelo operacional mais enxuto e padronizado com novas diretrizes de remuneração podem garantir níveis de vendas regulares em 2023. Estima-se a margem Ebitda entre 11-15% até 2024.

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The Body Shop e Aesop

O plano estratégico da The Body Shop é investir no crescimento da receita e otimizar as suas margens, com foco em uma realidade pós-pandemia.  A Natura pretende revitalizar a marca através de produtos de refil em seus canais de vendas.

Outro tema abordado foi a estratégia de roll-out da loja Workshop, que foi impactada e suspensa durante os lockdowns. A empresa registrava crescimento de 27% no same store sales (SSS), nos estabelecimentos que adotavam o padrão em 2019.

“Foco no crescimento da marca, com potencial para continuar crescendo estabelecendo uma forte presença na Ásia e principalmente na China. A Natura espera expandir a presença da Aesop em seus principais mercados com uma experiência mais omnichannel, explorando uma variedade maior de fragrâncias com experiências de loja selecionadas em alguns locais, bem como o lançamento de um novo formato de loja com tratamento” informou o BTG.

Consolidação e expansão

A Natura também abordou o seu plano estratégico para a geração de caixa. Para a empresa existem três fatores que podem impulsionar o fluxo:

  • uma melhoria no capital de giro, com níveis de estoque otimizados;
  • menor alíquota por meio da otimização da estrutura societária;
  • alocação de capital rigorosa, com o percentual do capex incluso na receita.

“Em suma, a administração espera melhor fluxo de caixa juntamente com uma estrutura de capital mais enxuta, e com prazo médio de vencimento das dívidas mais longo (~7 anos vs. 3,6 anos em 2020) e melhor média de custo da dívida (5,30% em USD vs. 6,7% em 2020), conduzindo a melhorias na razão FCF/EBITDA da NTCO.” explicou o banco.

Por fim,  o BTG realçou  as oportunidades de cross-selling e as redução de custos por meio da integração com a Avon, o que podem garantir bons números para a Natura. Vale ressaltar o cenário mais difícil no curto prazo, com impactos relacionados à crise inflacionária global.