O Ministério da Fazenda reduziu a projeção do déficit primário nas contas públicas em 2023 para R$ 101,75 bilhões, ante o valor de R$ 125,99 bilhões projetado em janeiro. Os números estão no Boletim Macrofiscal de julho, divulgado nesta quarta-feira (19) pela Secretaria de Política Econômica.
Entre outras observações otimistas, a pasta ampliou a estimativa para o crescimento do PIB de 2023, de 1,9% para 2,5%, e reduziu a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial do país, de 5,58% para 4,85%.
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Boletim Macrofiscal: queda do déficit
A melhora nas expectativas, segundo a Fazenda, sugere que as instituições de mercado estão considerando as medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda em suas projeções fiscais. “No acumulado de janeiro a junho, registra-se uma redução das expectativas de mercado em relação ao déficit primário de 2023 de cerca de R$ 24,2 bilhões,
Do lado das receitas, diz o boletim, o comportamento positivo das projeções de mercado para a Arrecadação Total das Receitas Federais em 2023 aponta a projeção de arrecadação de R$ 2,36 trilhões para o ano. Em relação ao valor projetado em janeiro para o mesmo período, registra-se aumento de 2,16% na mediana das expectativas.
Do lado das despesas, as estimativas de mercado para 2023 indicam continuidade da estabilidade nos gastos primários. “A mediana das projeções de mercado para esta variável encontra-se estável desde janeiro deste exercício, na ordem de R$ 2,02 trilhões. É importante destacar o intervalo das expectativas, que aumenta em relação à banda inferior a partir de abril de 2023”, aponta o texto.
Boletim Macrofiscal: maior alta do PIB
Segundo o texto, a revisão no crescimento foi motivada pelo resultado do PIB no primeiro trimestre do ano, melhor do que o esperado para o setor agropecuário e para alguns subsetores de Serviços e Indústria, e ainda pela expectativa de menores juros até o final do ano, em função da desaceleração nas projeções de inflação.
As projeções de crescimento ficaram mais altas para todos os setores:
- Agropecuário – de 11,0% para 13,2%
- Indústria – de 0,5% para 0,8%
- Serviços – de 1,3% para 1,7%.
O crescimento esperado para 2024 foi mantido em 2,3%, com a projeção de desaceleração explicada pela “baixa contribuição esperada para o setor externo e pelo menor crescimento projetado para o setor agropecuário”, diz o texto.
Apesar da desaceleração, o Ministério projeta que o crescimento em 2024 será mais homogêneo entre setores e baseado na recuperação da absorção doméstica.
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Boletim Macrofiscal: menor IPCA
A queda na projeção do IPCA trouxe o índice para mais perto do teto da meta de inflação para este ano, de 4,5% (3%, mais 1,5 p.p. para cima ou para baixo). Para 2024, as projeções são ainda mais otimistas, de 3,30%.
“A expectativa de inflação foi revisada para baixo repercutindo as surpresas positivas com a divulgação do IPCA de abril e maio; o reajuste autorizado para plano de saúde levemente inferior ao projetado; a redução nos preços da gasolina, diesel e gás de botijão nas refinarias e revisões nas tarifas de energia elétrica residencial e ônibus urbano”, diz o boletim.
Para 2024, a redução da projeção se explica pela mudança no cenário de câmbio e de preço de commodities, além dos menores reajustes previstos para preços monitorados, em parte por causa da redução da inflação esperada para 2023, em parte por causa das condições projetadas para a demanda externa.
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