Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Economia
Notícias
Boletim Macrofiscal: Fazenda reduz projeção de déficit e IPCA e amplia PIB

Boletim Macrofiscal: Fazenda reduz projeção de déficit e IPCA e amplia PIB

O Ministério da Fazenda reduziu a projeção do déficit primário nas contas públicas em 2023 para R$ 101,75 bilhões, ante o valor de R$ 125,99 bilhões projetado em janeiro. Os números estão no Boletim Macrofiscal de julho, divulgado nesta quarta-feira (19) pela Secretaria de Política Econômica.

Entre outras observações otimistas, a pasta ampliou a estimativa para o crescimento do PIB de 2023, de 1,9% para 2,5%, e reduziu a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial do país, de 5,58% para 4,85%.

Boletim Macrofiscal: queda do déficit

A melhora nas expectativas, segundo a Fazenda, sugere que as instituições de mercado estão considerando as medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda em suas projeções fiscais. “No acumulado de janeiro a junho, registra-se uma redução das expectativas de mercado em relação ao déficit primário de 2023 de cerca de R$ 24,2 bilhões,

Do lado das receitas, diz o boletim, o comportamento positivo das projeções de mercado para a Arrecadação Total das Receitas Federais em 2023 aponta a projeção de arrecadação de R$ 2,36 trilhões para o ano. Em relação ao valor projetado em janeiro para o mesmo período, registra-se aumento de 2,16% na mediana das expectativas.

Do lado das despesas, as estimativas de mercado para 2023 indicam continuidade da estabilidade nos gastos primários. “A mediana das projeções de mercado para esta variável encontra-se estável desde janeiro deste exercício, na ordem de R$ 2,02 trilhões. É importante destacar o intervalo das expectativas, que aumenta em relação à banda inferior a partir de abril de 2023”, aponta o texto.

Publicidade
Publicidade

Boletim Macrofiscal: maior alta do PIB

Segundo o texto, a revisão no crescimento foi motivada pelo resultado do PIB no primeiro trimestre do ano, melhor do que o esperado para o setor agropecuário e para alguns subsetores de Serviços e Indústria, e ainda pela expectativa de menores juros até o final do ano, em função da desaceleração nas projeções de inflação.

As projeções de crescimento ficaram mais altas para todos os setores:

  • Agropecuário – de 11,0% para 13,2%
  • Indústria – de 0,5% para 0,8%
  • Serviços – de 1,3% para 1,7%. 

O crescimento esperado para 2024 foi mantido em 2,3%, com a projeção de desaceleração explicada pela “baixa contribuição esperada para o setor externo e pelo menor crescimento projetado para o setor agropecuário”, diz o texto.

Apesar da desaceleração, o Ministério projeta que o crescimento em 2024 será mais homogêneo entre setores e baseado na recuperação da absorção doméstica.

Boletim Macrofiscal: menor IPCA

A queda na projeção do IPCA trouxe o índice para mais perto do teto da meta de inflação para este ano, de 4,5% (3%, mais 1,5 p.p. para cima ou para baixo). Para 2024, as projeções são ainda mais otimistas, de 3,30%. 

“A expectativa de inflação foi revisada para baixo repercutindo as surpresas positivas com a divulgação do IPCA de abril e maio; o reajuste autorizado para plano de saúde levemente inferior ao projetado; a redução nos preços da gasolina, diesel e gás de botijão nas refinarias e revisões nas tarifas de energia elétrica residencial e ônibus urbano”, diz o boletim.

Para 2024, a redução da projeção se explica pela mudança no cenário de câmbio e de preço de commodities, além dos menores reajustes previstos para preços monitorados, em parte por causa da redução da inflação esperada para 2023, em parte por causa das condições projetadas para a demanda externa.