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Anfavea: Brasil fecha 2022 com alta de 5,4% na produção de veículos

Anfavea: Brasil fecha 2022 com alta de 5,4% na produção de veículos

Dados ficaram acima do esperado pelos fabricantes, enquanto vendas tiveram recuo de 0,7%; presidente defende mais facilidade no crédito.

O Brasil fechou o ano de 2022 com alta na produção de veículos: foram 2,37 milhões de unidades saídas das linhas de montagem, alta de 5,4% em relação a 2021, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Os números ficaram acima da previsão inicial da entidade, que era de crescimento de 4%, e foram reforçados pelas 191,5 mil unidades entregues no mês de dezembro. “Depois de um primeiro quadrimestre muito difícil em função da falta de semicondutores, o setor acelerou o ritmo e conseguiu atender parte da demanda reprimida nos mercados interno e externo”, afirmou o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite.

Para 2023, a expectativa do setor é de um aumento de 2,2% na produção de veículos, chegando a 2,42 milhões de unidades, com destaque para uma expectativa de 20,4% para caminhões e ônibus.

Nas vendas, o mês de dezembro manteve a tradição de ter o maior volume de vendas no ano, com 216,9 mil unidades licenciadas, superando em 4,8% o mesmo mês do ano passado. O acumulado do ano chegou a 2,104 milhões de unidades, 0,7% abaixo do acumulado de 2021, confirmando o quadro de estabilidade previsto pela Anfavea desde a metade do ano.

Automóveis e ônibus tiveram melhor desempenho que no ano anterior, mas a queda de caminhões e comerciais leves puxou para baixo o resultado geral. Para 2023, a entidade projeta vendas de 2,17 milhões de veículos, uma alta de 3% sobre 2021. Mais uma vez, os leves deverão puxar o número, com elevação estimada em 4,1%, ante queda de 11,1% dos veículos pesados.

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Exportações têm resultado melhor que em 2021

A exportação foi o indicador mais positivo da indústria automotiva em 2022: foram 480,9 mil unidades exportadas no ano, crescimento de 27,8% sobre 2021, acima dos 22% estimados pela Anfavea.

“O dado não deixa de ser surpreendente, dadas as restrições de comércio exterior impostas pela crise da Argentina, nosso maior parceiro comercial. Em contrapartida, o sensível crescimento dos embarques para todos os outros mercados latino-americanos, em especial México, Colômbia e Chile, permitiram esse bom resultado no ano”, disse a entidade.

O presidente da Anfavea destacou que o Brasil tem uma série de lições de casa a serem feitas para que o mercado possa crescer nos próximos anos. “A questão do crédito é o tema mais urgente a ser atacado. Precisamos de juros mais baixos para atrair mais compradores para os veículos novos, sobretudo os modelos de entrada”, defendeu Márcio de Lima Leite.

O executivo disse ainda que temas como a reindustrialização e a descarbonização impõem fortes desafios e oportunidades à indústria automotiva. “Vamos continuar mantendo o diálogo com os novos governantes em nível federal e estadual, além dos parlamentares, de forma a contribuir para o fortalecimento da nossa indústria ante uma conjuntura global cada vez mais competitiva”, concluiu o dirigente.

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