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Weg tem queda no lucro no 1TRI26 e mercado doméstico segue pressionado

Weg tem queda no lucro no 1TRI26 e mercado doméstico segue pressionado

Companhia sentiu desaceleração do mercado doméstico no 1TRI26, enquanto operações internacionais ajudaram a sustentar os resultados

A Weg (WEGE3) divulgou resultados abaixo das expectativas no 1TRI26, refletindo principalmente a desaceleração do mercado doméstico e a redução de novos projetos no Brasil. A companhia reportou receita líquida de R$ 9,5 bilhões no período, queda de 6,1% na comparação anual, enquanto o lucro líquido consolidado somou R$ 1,6 bilhão, retração de 7,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Segundo análise da Ativa Investimentos, o desempenho da Weg no 1TRI26 foi impactado especialmente pela fraqueza nos segmentos ligados à geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) e equipamentos eletroeletrônicos industriais (EEI).

Apesar do cenário mais desafiador no Brasil, a companhia conseguiu manter desempenho sólido no mercado externo. As operações internacionais ajudaram a compensar parte da deterioração doméstica, ainda que os efeitos cambiais e o aumento de custos tenham pressionado as margens operacionais da fabricante catarinense.

Mercado brasileiro segue como principal ponto de pressão

O desempenho da Weg no mercado interno foi o principal destaque negativo do balanço do 1TRI26. A receita doméstica caiu 19,5% na comparação anual, totalizando R$ 3,6 bilhões. O resultado foi afetado pela redução das entregas no segmento de geração solar centralizada e pela ausência de novos projetos em meio ao ambiente econômico mais fraco.

O segmento de GTD apresentou queda expressiva de 36,4% no período, refletindo uma base de comparação elevada e a desaceleração dos projetos ligados à geração solar.

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Já a divisão de equipamentos eletroeletrônicos industriais teve crescimento modesto de 1,7%, sustentado principalmente pelos contratos de ciclo longo, enquanto a demanda de ciclo curto permaneceu enfraquecida.

Segundo a Ativa Investimentos, a expectativa é de que o curto prazo continue desafiador para a Weg no Brasil. A avaliação é que a companhia ainda enfrenta um cenário doméstico limitado para novos investimentos e projetos industriais, embora siga estruturando uma carteira para capturar oportunidades futuras em infraestrutura elétrica.

Mercado externo sustenta parte dos resultados

Enquanto o mercado doméstico perdeu força no 1TRI26, as operações internacionais da Weg mostraram maior resiliência. A receita no exterior avançou 4,5% em reais e 16,1% em dólares na comparação anual, alcançando R$ 5,9 bilhões.

Entre os destaques positivos estiveram as operações na África, Europa e América do Norte. O segmento de transmissão e distribuição apresentou crescimento impulsionado pela entrega de transformadores nos Estados Unidos e pela demanda consistente em mercados como Colômbia e México.

Mesmo com o bom desempenho internacional, a companhia enfrentou impactos relacionados à desvalorização cambial e ao aumento de tarifas nos Estados Unidos. Ainda assim, a diversificação geográfica ajudou a reduzir os efeitos da desaceleração brasileira sobre o consolidado da empresa.

Custos maiores pressionam margens no trimestre

A margem EBITDA da Weg ficou em 22,2% no 1TRI26, levemente acima do registrado um ano antes, mas abaixo das projeções do mercado. O avanço foi limitado pelo aumento de custos de matérias-primas, especialmente o cobre, além da pressão causada pelas tarifas norte-americanas.

Mesmo diante desse cenário, a companhia conseguiu manter indicadores considerados saudáveis de rentabilidade. O retorno sobre capital investido (ROIC) atingiu 33,1%, acima das estimativas do mercado.

Para a Ativa Investimentos, o cenário para a Weg ao longo de 2026 ainda deve continuar marcado pela fraqueza do mercado doméstico, enquanto o mercado externo tende a seguir como principal suporte para os resultados da companhia no curto prazo.

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