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Dossiê CDB: saiba tudo sobre o Certificado de Depósito Bancário

Dossiê CDB: saiba tudo sobre o Certificado de Depósito Bancário

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

17 Abr 2022 às 11:09 · Última atualização: 17 Abr 2022 · 11 min leitura

Redação EuQueroInvestir

17 Abr 2022 às 11:09 · 11 min leitura
Última atualização: 17 Abr 2022

CDB: ilustração com investidor mirando com binóculo

Reprodução/Pixabay

Investir em Certificado de Depósito Bancário, ou CDB, é uma ótima alternativa para acumular ganhos em renda fixa. Outra excelente utilidade desse título de crédito é compor a reserva de emergência quando há liquidez diária.

Seja como for, vale muito a pena conhecer melhor esse investimento tão comum no mercado financeiro brasileiro.

Para ajudar você nessa jornada, este artigo explica melhor tudo sobre o Certificado de Depósito Bancário.

Prossiga na leitura e fique mais bem informado agora!

O que é CDB?

Um CDB é um título do mercado financeiro cujo significado da sigla é Certificado de Depósito Bancário. O próprio nome já indica quem são os emissores desse tipo de papel: instituições financeiras, sobretudo os bancos.

A emissão de um CDB por uma instituição bancária faz parte de sua atividade de captação de recursos.

Essa atividade está na essência de um banco, que em grande parte se resume a tomar dinheiro emprestado e emprestá-lo a uma taxa maior. É daí que nasce o conceito de spread bancário, uma das formas de ganho dos bancos.

No caso dos CDBs, o investidor os adquire e em troca fornece seu capital com a promessa de retorno no futuro com o pagamento dos juros contratados.

Trata-se de uma sistemática de mercado na qual quem investe seu dinheiro busca lucros e proteção contra a inflação. Já as instituições objetivam captar recursos no mercado para custear suas operações de crédito.

É assim em toda praça financeira de qualquer país.

Vale ressaltar que as instituições bancárias possuem outros tipos de produtos para fazer essa captação. O CDB é um deles e certamente o de maior conhecimento do público em geral.

Não por acaso, ele possui características especiais (inclusive de proteção) que o colocam como o papel preferido das prateleiras bancárias por todo o país.

Poupança x CDB

Quais são as modalidades de CDB disponíveis?

Há diferentes formas de aplicar em um CDB considerando a sua modalidade de rendimento. Nesse sentido, um certificado de depósito bancário pode rentabilizar-se em formato prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Cada um desses modelos possui suas características próprias. A seguir, destrinchamos cada uma delas em maiores detalhes de modo a facilitar a sua compreensão. Confira.

Prefixado

Na modalidade de CDB prefixado, a rentabilidade final já é de conhecimento do investidor no ato da aplicação inicial. Ou seja, desde o início já é sabido quanto o título renderá.

Isso quer dizer que o valor final da aplicação é “travado”, não variará por influência de nenhum indicador de mercado ou condições macroeconômicas.

Se um CDB promete uma rentabilidade de 10% ao ano ao longo de 2 anos, um investidor que aplicar R$ 10 mil receberá R$ 12.100,00 menos os impostos (lembre-se que o cálculo deve ser de juros compostos).

No entanto, uma particularidade em especial aparece se surgir a necessidade de fazer um resgate antecipado: a marcação a mercado. Ela é aplicada sempre que o investidor requer o dinheiro investido antes do vencimento.

Nesses casos, o valor pago pela rentabilidade geralmente diminui, pois o valor do papel é cotado de acordo com o que o mercado entende que ele vale.

Se a economia estiver passando por um ciclo de alta na taxa básica de juros, é provável que investidor resgate até mesmo um valor menor do que o investido.

Pós-fixado

Já o CDB pós-fixado é aquele no a rentabilidade final é desconhecida. Assim, não é possível saber exatamente qual será o seu rendimento. A única certeza que se tem é que será positivo, mas em quanto não se sabe.

Isso ocorre porque o CDB pós-fixado é necessariamente atrelado a algum indicador financeiro. Geralmente, o índice escolhido é o CDI, um reflexo da taxa Selic baseado nas operações interbancárias de um dia, o famoso DI.

Como a taxa básica de juros de nossa economia está sujeita a sofrer variações a cada 45 dias nas reuniões do Copom, não há como prever a rentabilidade de um CDB desse tipo.

Até mesmo porque o prazo de aplicação geralmente é estendido (pelo menos 2 anos) e nesse tempo dificilmente a taxa Selic continuará sendo a mesma.

Como uma alteração em seu valor impacta a rentabilidade do CDB, só é possível saber seu rendimento ao final do período.

No entanto, isso não é impeditivo algum para sua contratação, pois o percentual de rendimento é previamente conhecido. Ele é expresso em função do CDI. Por exemplo, 115% do CDI ou 145% do CDI.

Vale frisar que esse tipo de título não sofre marcação a mercado. Mas podem haver critérios de penalidade na rentabilidade por parte da instituição para o caso de resgates antecipados.

Híbrido

Por fim, temos o modelo híbrido. Ele é assim chamado porque possui uma parcela de seu rendimento no formato prefixado e outra no modelo pós-fixado.

Esse tipo de papel é muito buscado como forma de proteção do capital contra a inflação, já que o mais comum de encontrar no mercado são títulos híbridos atrelados à inflação – nesse caso, representada pelo IPCA, o índice de preços ao consumidor amplo calculado pelo IBGE.

É por isso que os papéis desse tipo são chamados CDB IPCA+. O sinal de + ao lado do representante da inflação faz menção à parcela do investimento do modelo prefixado, enquanto o IPCA é a parte pós-fixada.

Dessa forma, um título com a inscrição de IPCA + 6% indica que o investidor terá uma rentabilidade fixa de 6% acima da inflação, protegendo seu capital principal contra a perda do poder de compra.

Antes de optar por essa aplicação, o investidor precisa ter em mente que a parte prefixada desse papel também sofre marcação a mercado, tal qual o título puramente pré.

Que características um CDB apresenta?

Veja a seguir os principais atributos de um CDB explicados de forma detalhada.

Prazo

Não existe uma regra (ou Lei) que discipline os prazos ofertados pelos CDBs. Isso fica a cargo de seu emissor, ou seja, o banco. Cabe ao investidor analisar as características do título e decidir pelo investimento ou não.

Dessa forma, é possível encontrar papéis com os mais variados prazos de vencimento possível. Há inclusive os CDBs de liquidez diária, que permitem o resgate a qualquer tempo.

Esses títulos são bons para compor a reserva de emergência e normalmente apresentam rentabilidade inferior aos papéis mais longos.

Essa é, inclusive, uma tendência em CDBs: quanto maior o período de aplicação, mais o título tende a render ao seu titular. Essa é uma forma que os bancos usam de incentivar aplicações de mais longo prazo.

Vale ressaltar que dificilmente um CDB ultrapassa o período de 5 anos. Além disso, também há de se observar a carência de resgate. Esse é o tempo a partir do qual já é possível pedir o estorno da aplicação.

No entanto, esse tempo costuma ser breve, de apenas alguns dias após o investimento ter sido feito.

Rentabilidade

Da mesma forma que o prazo, a rentabilidade de um CDB não segue uma regra uniforme. Fica a cargo da instituição emissora a fixação da taxa de retorno que será oferecida ao investidor.

No entanto, existem alguns fatores que interferem na rentabilidade ofertada e uma delas é o porte da instituição. Geralmente, quanto maior e mais consolidado for o banco, menores serão as taxas.

A razão disso é que bancos maiores geralmente têm muita capilaridade, além de uma marca forte e já consolidada. Por isso, não precisam agredir as taxas para atrair os investidores.

Já bancos menores, como os médios e pequenos (principalmente os pequenos) buscam reter investidores por meio de uma rentabilidade maior. Juntamente a isso, também vem um risco embutido de maiores proporções.

Outro ponto importante que afeta a rentabilidade de um CDB é o tempo de aplicação e isso ocorre por dois fatores. O primeiro é referente à própria instituição bancária.

Geralmente ela remunera melhor quem mantém seus recursos aplicados por mais tempo.

Em segundo lugar, têm-se os efeitos tributários da aplicação. Quanto mais longa for, menos impostos pagará sobre a rentabilidade do título. Como consequência natural, haverá um maior retorno líquido do investimento.

Tributação

Como não poderia deixar de ser, é preciso analisar os aspectos tributários que incidem em uma aplicação em CDB, já que não se trata de um investimento isento do pagamento de imposto de renda (IR).

Assim, veremos que esse tipo de aplicação segue a tabela regressiva de tributos que incidem sobre os investimentos em renda fixa. Para resgates até 180 dias, a carga tributária sobre o rendimento será de 22,50%.

Entre 180 dias e 360, o investidor deve pagar 20%; se o CDB ficar aplicado em um prazo entre 361 e 720 dias, paga 17,50%; e acima de 720 dias é preciso recolher a tributação mínima da tabela de 15%.

Além do imposto de renda, também é preciso pagar IOF sobre a aplicação, mas somente em resgates de curto prazo de até 30 dias. Passado esse período, o IOF não é mais cobrado.

O valor cheio desse tributo é de 0,38% do resgate, decaindo de forma linear dia após dia de forma corrida.

Um detalhe interessante para o investidor é que não é preciso se preocupar com nenhum tipo de cálculo a respeito desses dois tributos, pois eles são feitos de forma automática.

Assim, o resgate que cai na conta de quem investiu será sempre líquido de todos os impostos cobrados.

Aporte mínimo

O valor mínimo que deve ser aplicado inicialmente em um CDB varia conforme o título. Dessa forma, é possível encontrar os mais variados valores de aporte mínimo nesse tipo de papel.

Um padrão, no entanto, costuma ser seguido: quanto mais alto é o valor de investimento inicial no CDB, maior é a rentabilidade entregue. Isso não é regra, mas é uma ocorrência comum no mercado financeiro.

Há CDBs com aplicação inicial variando de R$ 1 mil até R$ 50 mil e a escolha depende do planejamento do investidor.

Um detalhe deve ser colocado em evidência: apesar de haver diversos valores iniciais possíveis de serem aplicados, cada corretora escolhe qual CDB oferece em sua plataforma de investimentos.

Assim, se o investidor opera por meio de um banco, deve estar ciente que ali haverá apenas os produtos que a instituição deseja oferecer.

Em contrapartida, se operar por corretora, pode encontrar uma diversidade maior. Esse é um ponto pertinente no investimento em CDBs. Quando é feito por meio de uma corretora, é possível encontrar uma grande variedade na “prateleira” de produtos da instituição.

Já quando a escolha é feita diretamente com um único banco, o investidor estará sujeito aos CDBs que aquela casa lhe dispõe.

Como funciona a aplicação em um CDB?

Conforme dissemos anteriormente, uma pessoa pode investir em um CDB diretamente por meio de um banco ou fazendo uso de uma plataforma de alguma corretora.

No segundo caso, a oferta de títulos logicamente será maior, pois será possível encontrar papéis de várias instituições do mercado. Assim, será mais fácil de investir em um papel que esteja alinhado com os planos do investidor.

Dessa forma, basta fazer a busca pelo CDB considerando seu emissor, sua taxa de rentabilidade, o prazo de resgate e o valor mínimo que deve ser investido incialmente.

Todos esses fatores em conjunto determinarão o CDB mais adequado e assim o investidor pode seguir o procedimento de sua corretora e efetuar a aplicação.

Caso não haja necessidade de efetuar o resgate antes do prazo de vencimento, o valor da aplicação é liquidado automaticamente na conta do investidor no dia que vencer o investimento.

O valor já é líquido, ou seja, livre dos impostos. Não haverá necessidade de efetuar nenhum cálculo ou pagamento de DARF para a Receita Federal.

Quais são os riscos de investir em um CDB?

O maior risco implícito em um CDB certamente é o risco de crédito e ele está diretamente relacionado ao banco emissor. Em palavras claras, isso fala sobre a capacidade do banco em honrar o compromisso.

Claro que quanto maior for a instituição, menor será esse risco. Mas ele ainda existe, sendo que é maior nos bancos pequenos.

O ponto positivo no CDB é contar com a garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito.

Ele garante a recuperação de aplicações para o valor de R$ 250 mil por CPF e por instituição, limitado ao valor teto de R$ 1 milhão por investidor.

(Por Ronaldo Araújo)

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