O déficit das transações correntes atingiu US$ 8,1 bilhões em janeiro. Em comparação com o mesmo período de 2021, o déficit apresentado foi de US$ 8,3 bilhões. Este número representa o menor resultado para o primeiro mês do ano desde 2018, quando registrou US$ 7,6 bilhões.
Os dados sobre transações correntes e Investimento Estrangeiro Direto foram divulgados, nesta quarta-feira (23), pelo Banco Central.

As transações correntes do setor externo são formadas pela balança comercial, pelos serviços adquiridos por brasileiros no exterior e pelas rendas, como remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para outros países.
Os ingressos líquidos em investimento diretos (IDP) somaram US$ 4,7 bilhões em janeiro, ante US$ 3,5 bilhões do ano passado. Nos doze meses encerrados em janeiro de 2022, o IDP totalizou US$ 47,7 bilhões (2,94% do PIB), ante US$46,4 bilhões (2,89% do PIB) no mês anterior e US$38,4 bilhões (2,70% do PIB) em janeiro de 2021.

Balança comercial registra déficit em janeiro
A balança comercial de bens registrou déficit de US$ 1,5 bilhão, em comparação com o saldo negativo de US$ 2,6 bilhões em janeiro de 2021.
Já as exportações de bens totalizaram US$ 19,8 bilhões e as importações de bens, US$ 21,3 bilhões, incrementos de 31,3% e 20,4% em comparação a janeiro de 2021.
As importações no âmbito do Repetro somaram US$ 41 milhões em janeiro de 2022 (US$ 1,7 bilhão em janeiro de 2021).
Reservas internacionais
As reservas internacionais somaram US$ 358,4 bilhões no mês, redução de US$3,8 bilhões em comparação a dezembro de 2021.
Segundo o BC, o resultado ocorreu devido às variações por preço e por paridades que contribuíram para reduzir o estoque, respectivamente, em US$3,3 bilhões e US$567 milhões.
Estimativa para fevereiro
Para o mês de fevereiro, a estimativa para o resultado em transações correntes é de déficit de US$2,6 bilhões, enquanto a de IDP é de ingressos líquidos de US$10,0 bilhões.
Análise BTG Pactual
A equipe de research do Banco BTG Pactual (BPAC11) já preparou uma análise sobre a divulgação das movimentações nas contas externas no Brasil. “A despeito da relevante entrada de fluxo no início deste ano, entendemos que a elevação dos juros norte-americanos ao longo do ano e as incertezas relacionadas ao cenário político brasileiro podem resultar em maior volatilidade do fluxo financeiro”, avalia.






