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Confiança da construção cai 1,4 em maio, e INCC-M sobe 1,49%

Confiança da construção cai 1,4 em maio, e INCC-M sobe 1,49%

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

26 Mai 2022 às 12:15 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 5 min leitura

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26 Mai 2022 às 12:15 · 5 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Segundo a FGV IBRE, o Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em maio, indo para 96,3 pontos, depois de uma alta em abril.  (Foto: Pexels)

Segundo a FGV IBRE, o Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em maio, indo para 96,3 pontos, depois de uma alta em abril.  (Foto: Pexels)

Segundo o FGV-IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), o Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em maio, indo para 96,3 pontos, depois de uma alta em abril.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (26), informa que houve uma queda em relação aos períodos anteriores, que foi influenciada pela piora sobre o momento atual. Em médias trimestrais, o índice continua positivo com o avanço de 0,9 ponto.

Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, Ana Maria Castelo, avalia que a queda se deu para corrigir o otimismo do mês passado, mas que mesmo assim ainda há um avanço em relação a 2021.

A percepção do empresário da construção é que, a despeito da forte alta das taxas de juros e dos custos em elevação, a situação em 2022 ainda é mais favorável”, defende a coordenadora.

A coordenadora ainda aponta que um dos fatos que melhorou o cenário no setor foi o aumento de empregos: “Um grande destaque é a percepção em relação ao nível de atividade, que vem sendo confirmada pelo aumento do emprego com carteira. Esse desempenho reflete o ciclo de negócios de 2020 e 2021. E as expectativas, moderadamente otimistas, sugerem uma resiliência maior da demanda setorial” observou Castelo.

ICST caiu 1,4 ponto em maio. (Foto: FGV)

Confiança da Construção

O Índice de Expectativas (IE-CST), retraiu 0,7 ponto, para 100,3 pontos, se mantendo acima dos 100 pontos neutros. Esse resultado se deve a queda do otimismo dos empresários sobre a demanda do setor nos próximos meses, que também sofreu queda de 0,9 ponto para 102,5 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-CST) recuou 1,9 ponto, para 92,5 pontos, após ter tido uma alta nos dois meses anteriores. O resultado foi influenciado pela visão pessimista dos empresários sobre a situação do país, que caiu 3,2 pontos para 89,7 — considerado o menor nível desde julho de 2021.

Em contrapartida, o indicador que mede carteira de contratos cedeu 0,4 ponto, para 95,4 pontos.

Queda na construção se deu para corrigir o otimismo do mês passado(Foto: FGV)

Segmentos que vem fortes

Em comparação interanual, o ICST subiu 9,2 pontos. O setor que impulsionou esse resultado foi o de Edificações, que tem o maior peso no índice. Mesmo com o resultado, o setor permanece no patamar de “pessimismo moderado”, com o índice abaixo de 100.

Vale pontuar que o setor de Serviços Especializados, que se refere ao início do ciclo, continua otimista em relação à área de negócios e as Obras de Acabamento continuam em alta, demonstrando que a etapa final do ciclo continua bastante evidenciada.

INCC-M

O Índice Nacional de Custo da Construção Mensal (INCC-M), que mede a pressão da inflação na construção civil, subiu 1,49% em maio, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado apresentou um percentual maior frente ao mês anterior, quando o índice registrou uma taxa de 0,87%.

Com esta última medição, o índice já acumula uma alta de 4,27% em 2022 e um acumulado de 11,20% nos últimos 12 meses, representando uma diminuição em relação ao período homólogo, quando o índice subiu 1,80% em maio de 2021 e acumulava alta de 14,62% em 12 meses na época.

INCC-M sobe 1,49%. (Foto: FGV)

Já a taxa do índice envolvendo Materiais, Equipamentos e Serviços teve um aumento exponencial e passou de 1,24% em abril para 1,55% neste mês. O índice relativo à Mão de Obra subiu 1,43% neste mês após ter acumulado 0,46% no mês passado.

Materiais, Equipamentos e Serviços

Ainda de acordo com o levantamento, no grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa subiu 1,67% em maio, depois de ter variado 1,35 na medição anterior. Dos quatro subgrupos pesquisados, três apresentaram acréscimos em suas taxas, com destaque para matérias para estrutura, que teve um aumento exponencial de 1,96% para 2,38% neste mês.

Em relação a Serviços, a variação relativa passou de 0,73% em abril para 0,92% neste mês. Vale ressaltar que outra área que sofreu com os aumentos foi a de aluguel de máquinas e equipamentos, que passou de 1,49% para 2,36%.

Já em relação à Mão e Obra, a taxa de variação subiu 1,43% em maio, após ter acumulado 0,46% em abril.

Cenário nas capitais

Seis capitais demonstram aumento em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Segundo o documento, apenas Belo Horizonte apresentou decréscimo em sua taxa de variação. 

O que é o INCC?

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) é um índice calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele  é um dos três componentes que integram o Índice Geral de Preços (IGP) — representando 10% de sua composição.

Através do INCC é possível acompanhar a evolução dos preços de materiais, serviços e mão-de-obra para o setor de construção civil. O cálculo do índice é feito a partir da coleta de preços em sete capitais (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador).

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