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Confiança dos consumidores avança 0,5 ponto em julho, aponta Ibre

Confiança dos consumidores avança 0,5 ponto em julho, aponta Ibre

Osni Alves

Osni Alves

25 Jul 2022 às 08:25 · Última atualização: 25 Jul 2022 · 3 min leitura

Osni Alves

25 Jul 2022 às 08:25 · 3 min leitura
Última atualização: 25 Jul 2022

Imagem mostra a cidade de São Paulo.

A confiança dos consumidores (ICC) avançou 0,5 ponto em julho, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O movimento indica que o ICC marcou 79,5 pontos e, em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 78,0 pontos.

Coordenadora das Sondagens, Viviane Seda Bittencourt disse que após alta do mês de junho, a confiança dos consumidores acomodou em julho. “Aparentemente, o efeito dos estímulos realizados pelo Governo perde força e não conseguem reverter a percepção ruim da situação financeira das famílias de menor poder aquisito”, disse.

E acrescentou: “apesar disso, nota-se uma melhora das perspectivas para os próximos meses sobre a economia e emprego. Esse movimento, contudo, é exatamente oposto para os consumidores de maior poder aquisitivo.”

“Como sinalizamos anteriormente, a proximidade das eleições pode tornar as expectativas mais voláteis, considerando que não há uma perspectiva de mudança dos fatores econômicos nos próximos meses”, alertou.

Tabela mostra evolução do ICC, da FGV.

Confiança dos consumidores

Ainda de acordo com o Ibre, em julho o resultado positivo do ICC foi influenciado pelo aumento das expectativas para os próximos meses.

O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,7 ponto, para 86,6 pontos, maior valor desde agosto de 2011. O Índice de Situação Atual (ISA) se manteve estável ao variar -0,1 ponto, se mantendo no patamar de 70 pontos, nível baixo em termos históricos e inferior ao período pré pandemia.

Em relação às avaliações sobre o momento, o indicador que mede a satisfação dos consumidores sobre a situação econômica subiu 1,2 ponto para 77,9, esse é o melhor resultado desde março de 2020 (82,1 pontos). Apesar disso, a percepção sobre a situação financeira famílias voltou a piorar com recuo de 1,4 ponto para 63,3 pontos, ambos continuam em nível baixo em termos históricos.

Quesitos do ICC

Entre os quesitos que compõem o ICC, o que mais influenciou o resultado no mês foram as perspectivas sobre a situação financeira nos próximos meses, cujo indicador avançou 3,5 pontos, para 89,3 pontos. O indicador que mede situação econômica nos próximos seis meses avançou 1,5 ponto para 104,7 pontos, maior desde agosto de 2021 (111,8 pontos).

Após dois meses de altas, o indicador que mede o ímpeto para compra de bens duráveis voltou a cair com queda de 2,9 pontos para 67,7 pontos e continua ainda abaixo dos níveis pré-pandemia.

O resultado positivo deve-se a uma melhora da confiança para os consumidores de mais baixa renda enquanto os de maior renda recuaram, que se deve há uma inversão de perspectivas sobre as perspectivas futura.

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