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Brasil é líder em juros em lista de 40 países

Brasil é líder em juros em lista de 40 países

Redação EuQueroInvestir

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07 Fev 2022 às 13:20 · Última atualização: 07 Fev 2022 · 2 min leitura

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07 Fev 2022 às 13:20 · 2 min leitura
Última atualização: 07 Fev 2022

IGP-M FII Summit

Freepik/Freepik

Com Selic em alta, juros no Brasil disparam, aponta levantamento do portal MoneYou com a gestora Infinity Asset Management.

De acordo com a pesquisa, o Brasil é o país com a maior taxa de juros ao ano, descontada a projeção de inflação. O ranking tem 40 países na lista.

O Brasil chegou no “topo” na última quarta-feira (2), quando o Copom (Comitê de Política Monetária) Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, a 10,75% ao ano.

Entretanto, conforme as responsáveis pelo levantamento, para chegar aos juros reais o estudo fez uma equação entre as taxas nominais estimadas e aquelas negociadas a mercado para janeiro de 2023. No caso do Brasil, a referência dos juros de mercado é o índice dos contratos DI (Depósitos Interbancários), que estava em cerca de 11,9% ao ano na última quarta.

Assim, utilizando essa fórmula, é descontada a perspectiva de alta da inflação para os próximos 12 meses. Para o Brasil, a projeção é 5,38%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. O resultado é uma taxa de juros real de 6,41% ao ano, colocando o Brasil no topo do pódio dos países com o crédito mais caro, à frente de Rússia (4,61%) e Colômbia (3,02%).

Do lado positivo da tabela, somente Chile, México, Indonésia, Hungria, Turquia, Malásia, República Tcheca e mais três. Outros 30 estão em situação inversa.

Já a vizinha Argentina está no fim da fila, com juros negativos de 14,5%, o que reflete uma inflação que fechou 2021 em alta de 51%.

Considerando a média geral dos países listados, a taxa mundial de juros está negativa em 1,27%.

Ainda de acordo com o levantamento, entre os 40 países do ranking, 67,50% mantiveram suas taxas na última rodada de discussões das suas respectivas autoridades monetárias, enquanto 32,50% elevaram taxas.

No cômputo geral, que extrapola o ranking, dos 167 países analisados, 78,44% mantiveram os juros e 19,16% elevaram. Apenas 2,40% cortaram.

Selic juros

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