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BTG (BPAC11) vê impacto em valor patrimonial da Oi (OIBR3)

BTG (BPAC11) vê impacto em valor patrimonial da Oi (OIBR3)

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

30 Jun 2022 às 15:59 · Última atualização: 30 Jun 2022 · 3 min leitura

Matheus Gagliano

30 Jun 2022 às 15:59 · 3 min leitura
Última atualização: 30 Jun 2022

Oi (OIBR3)

Divulgação

O banco BTG Pactual (BPAC11) vê impacto no valor patrimonial da operadora de telefonia Oi (OIBR3). Isso se dá por conta de eventos recentes, como o aumento de sua dívida junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Outro fator que pode impactar é a redução de participação na V.Tal, de 42% para 35%.

Essas mudanças podem reduzir o valor disponível para o acionista em R$ 0,20 por ação, segundo relatório do banco. Dessa forma, o BTG informou que está revisando o modelo de avaliação da operadora. Apesar disso, foi mantida a recomendação de compra, com preço-alvo calculado em R$ 2,30.

De acordo com o banco, a dívida líquida encerrou o primeiro trimestre do ano em R$ 32,6 bilhões, R$ 1,2 bilhão inferior ao quarto trimestre do ano passado. A redução decorreu da valorização de 15% do real frente ao dólar no trimestre, uma vez que 51% da dívida da Oi está em moeda estrangeira. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 647 milhões, sendo a primeira divulgação positiva em anos devido à migração do capex de FTTH para a V.Tal.

Oi (OIBR3): implementação da fibra ótica desacelera

A implantação da fibra da Oi desacelerou no primeiro trimestre. As vendas de FTTH atingiram R$ 913 milhões e a Oi encerrou o trimestre com 15,6 milhões de casas passadas e 3,5 milhões de casas conectadas, abaixo de 214 mil no quarto trimestre.

“A piora do cenário macro, juntamente com o maior churn involuntário, levaram aos números piores do que o esperado. Esperamos que as adições líquidas melhorem ligeiramente nos próximos trimestres”, aponta trecho do relatório.

Receitas quase estáveis

A Oi já havia pré-reportado sua receita, o EBITDA e a posição de caixa para o 1TRI22, dando ao mercado uma boa ideia do que esperar, segundo o BTG. As receitas permaneceram quase estáveis, mas caíram 3,1% frente ao trimestre anterior. As receitas das operações continuadas (aquelas que permanecerão após a venda dos ativos, também ex-TV por assinatura) caíram 4,0% frente ao 1TRI21 e 3,3% ante o 4TRI21, impactadas pela queda nas receitas de cobre.

A receita do negócio fixo da operadora cresceu 2,1% frente ao 4TRI21, mas caiu 1,8% ante o 1TRI21. O EBITDA atingiu R$ 1,2 bilhão, com margem crescendo 2,2 pontos percentuais na comparação anual, mas caindo 5,1 pontos na comparação trimestral. O Capex foi de R$ 345 milhões no trimestre, uma grande queda em relação ao ano passado (-81% a/a), já que a Oi não é mais responsável pelos investimentos em fibra feitos pela V.Tal.

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