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BTG (BPAC11) indica compra para CVC (CVCB3), ao preço-alvo de R$ 33

BTG (BPAC11) indica compra para CVC (CVCB3), ao preço-alvo de R$ 33

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

11 Mai 2022 às 17:44 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

11 Mai 2022 às 17:44 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

BTG

Divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) analisou os números da CVC (CVCB3) no primeiro trimestre, em relatório que foi publicado nesta quarta-feira (11). Segundo o banco, os números da empresa apresentaram melhoras ao ano,  mesmo em um ambiente impactado por  restrições de viagem e pelo cenário macro. Desta forma, o BTG manteve o seu rating para compra, no preço-alvo de R$ 33.

Houve crescimento de 118% ao ano nas reservas, o que representa queda de – 13% no trimestre e 5% acima das estimativas do banco. No Brasil, a CVC anotou expansão de 88% ao ano e na Argentina houve crescimento de 414% a/a. Desta forma, a empresa anotou a receita líquida de R$ 293 milhões, com queda de 12% na receita líquida B2B.

“Em resumo, a receita líquida consolidada (Brasil + Argentina) caiu 7% t/t e cresceu 76% a/a, 6% acima de
nossa expectativa, com um take-rate caindo 230bps a/a para 9,7%.” informou trecho do relatório.

BTG (BPAC11): melhora gradual

A CVC gastou R$ 272 milhões com despesas operacionais recorrentes ao longo do primeiro trimestre de 2022, o que significa um aumento de 23% ao ano. O Ebitda ajustado contabilizou R$ 12,5 milhões, contra – R$ 63 milhões no primeiro trimestre de 2021.  Em relação ao prejuízo líquido, a companhia anotou perda de – R$ 167 milhões e este valor está acima dos – R$ 81 milhões que foram computados no mesmo período do ano passado.

“A empresa informou que em decorrência da lei aprovada em março de 2022 que levou à redução da carga de PIS/Cofins, CSLL e imposto de renda (válido por 60 meses para empresas do segmento de eventos), a administração revisou seus saldos de impostos diferidos. No 1TRI22, o impacto dessa revisão resultou na reversão dos créditos tributários constituídos, gerando um impacto contábil negativo de R$ 62,1 milhões na linha de imposto de renda (que não deve ser recorrente nos próximos trimestres).” explicou o BTG.

A companhia encerrou o trimestre com a posição de caixa de R$ 969 milhões, R$ 1,4 bilhão em recebíveis – o que inclui R$ 586 milhões em adiantamentos e fornecedores e com R$ 1 bilhão em sua dívida financeira. O banco também citou o montante de R$ 1,9 bilhões em vendas antecipadas de pacotes de viagens, que poderão causar impacto no free cash flow (FCF – fluxo de caixa operacional) nos próximos trimestres.

Tese arriscada no curto prazo

O BTG destacou uma possível recuperação para a CVC no período analisado, mesmo em um cenário impactado por restrições de mobilidade devido ao Covid-19.  Estima-se melhor rentabilidade, apesar do menor take-rate.

“Depois de atingir o fundo do poço na frente operacional em 2020, a CVC deve ser uma das principais beneficiárias da reabertura econômica, além de alavancar seus relacionamentos de longo prazo (extensos) com a fragmentada indústria hoteleira e de companhias aéreas no segmento B2B. Gostamos do turnaround do time gestão desde 2020, bem como da enorme escala e poder de barganha da CVC com fornecedores (especialmente com operadoras hoteleiras)” destacou.

Por fim, a CVC terá uma série de desafios.  O BTG realçou a concorrência com as online travel agencies (OTAs) e a recuperação no setor de turismo, prevista para os próximos trimestres. Este cenário pode trazer grande volatilidade em um curto prazo.

 

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