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IPOs: alta no Ibovespa não impede onda de desistências

IPOs: alta no Ibovespa não impede onda de desistências

Redação EuQueroInvestir

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17 Fev 2022 às 19:57 · Última atualização: 17 Fev 2022 · 3 min leitura

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17 Fev 2022 às 19:57 · 3 min leitura
Última atualização: 17 Fev 2022

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Em 2022, o Ibovespa registra alta de quase 10% e já conta com a entrada de mais de R$ 47 bilhões de capital estrangeiro na bolsa, apenas no mês de janeiro. Mesmo com o otimismo do início do ano com a B3 (B3AS3), 17 empresas desistiram de fazer ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês).

Com isso, a tendência é que 2022 seja bem mais fraco do que o ano passado, que contou com 46 estreias na bolsa brasileira.

Apesar do alto fluxo de dinheiro entrando na bolsa, os recursos estão sendo destinados para para papéis com mais liquidez e nomes mais conhecidos.

De acordo com um executivo de renda variável, o fluxo comprador de ações da B3 está vindo de fundos passivos ou ETFs com participação relevante em Brasil.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, um diretor de um banco de investimentos americano afirma que a alta volatilidade é o principal empecilho para as candidatas a IPO abrirem o capital. Ele explica que a definição do preço de um ativo no Ibovespa depende da comparação com companhias do mesmo setor que possuem capital aberto.

Se um setor tem uma variação muito grande nos preços, as candidatas ficam com receio de entrar no Ibovespa.

Até agora, 2022 tem sido um ano de estagnação para IPOs. Nenhuma operação prevista anteriormente oi realizada e só um pedido de abertura de capital foi feito na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o da Senior Sistemas.

Mesmo assim, grande parte das 17 empresas que comunicaram à CVM a desistência de suas operações pretende retomar seus processos de IPO no futuro.

O diretor ainda relata que este processo é diferente de uma oferta subsequente de ações (follow-on), em que já há um preço de referência no mercado – o preço de “tela” – para os ativos a serem emitidos. Sem contar que participar de uma oferta de ações de uma empresa que já está no mercado é menos arriscado, além de ser um tipo de operação com mais liquidez.

IPOs: 2022 pode ser o ano do follow-on 

O diretor de um grande banco brasileiro destaca, para o Valor Econômico, que a bolsa brasileira deve contar de 25 e 35 transações de mercado de capitais no ano, mas com um peso maior de operações subsequentes. Ele estima uma quantidade entre 15 e 25 follow-on e apenas dez IPOs, 36 a menos do que fora feito em 2021.

O diretor da empresa americana aponta que as oferta subsequentes são menos dependentes de condições de mercado do que os IPOs, uma vez que eles já estão precificados. Contudo, pode acontecer um ajuste nos preços, fato que ocorreu com a Braskem, que suspendeu seu follow no final de janeiro por discordar do preço oferecido pelos investidores.

O presidente do Banco BTG Pactual (BPAC11), Roberto Sallouti, afirmou que o momento atual é mais propício para follow-ons e não para IPOs. “Temos a visão que o mercado está mais seletivo por causa da alta na taxa de juros”, explica durante a teleconferência de resultados sobre o balanço do banco.

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