A XP Investimentos elevou os preços-alvo de Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) e apresentou prévias robustas para o primeiro trimestre de 2026.
O analista Regis Cardoso revisou o alvo da Vibra de R$ 34 para R$ 37 por ação — upside de 11% —, mantendo a recomendação de outperform (compra). Para a Ultrapar, o novo alvo é de R$ 31, ante R$ 28 anteriormente, com upside de 7% e recomendação neutra.
“Mantemos nossa recomendação de compra para a Vibra, com base em retornos atrativos de fluxo de caixa de 12,6% em 2026 e 12,5% em 2027”, afirma Cardoso.
A preferência pela Vibra se justifica pelo maior FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) frente à Ultrapar, que entrega 11,3% em 2026 e 11,1% em 2027.

Vibra com Ebitda recorde no trimestre
A prévia da Vibra para o primeiro trimestre é expressiva.
A XP projeta Ebitda consolidado de R$ 2,5 bilhões — alta de 35% na comparação trimestral e de 54% na anual —, com margem Ebitda de R$ 263 por metro cúbico no segmento de distribuição, salto significativo ante os R$ 167 por metro cúbico registrados no quarto trimestre de 2025.
“Projetamos forte crescimento nos resultados da Vibra, com Ebitda consolidado atingindo R$ 2,5 bilhões”, detalha Cardoso.
Contudo, a Comerc deve pesar sobre o resultado. A XP estima Ebitda de R$ 181 milhões para a subsidiária de energia — queda de 32% na comparação anual —, impactado por deterioração no efeito de modulação do portfólio solar e por níveis elevados de curtailment de 15% no trimestre.
O lucro líquido projetado é de R$ 1,8 bilhão, beneficiado por créditos de IPI de R$ 806 milhões.
Ultrapar impulsionada pela Ipiranga
Para a Ultrapar, a XP projeta Ebitda de R$ 2,2 bilhões — crescimento de 24% trimestral e 82% anual —, com a Ipiranga como principal motor, registrando Ebitda de R$ 1,5 bilhão com margem de R$ 247 por metro cúbico.
A Ultragaz deve manter estabilidade, com Ebitda de R$ 398 milhões. A Ultracargo deve crescer 19% na comparação trimestral, alcançando R$ 171 milhões. Entretanto, a Hidrovias deve decepcionar, com Ebitda de R$ 194 milhões e queda de 17% anual.
O pano de fundo favorável vem do conflito entre EUA e Irã.
“O desconto relevante entre os preços domésticos na saída de refinaria e a paridade de importação favorece os fornecedores estruturais do mercado e reduz o apetite de players oportunistas”, conclui Cardoso — sinalizando que o ambiente competitivo deve continuar beneficiando Vibra e Ultrapar no curto prazo.
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