A Vivo (VIVT3) e a Tim (TIMS3) devem reportar continuidade das tendências operacionais no segundo trimestre, com o segmento móvel mantendo momentum forte e os reajustes de preços sendo absorvidos sem deterioração dos níveis de cancelamento. A XP Investimentos vê a Vivo mais bem posicionada para esta temporada de resultados.
“Nossas projeções apontam para a continuidade das tendências operacionais observadas recentemente: o momento do segmento móvel permanece forte e os aumentos de preços continuam sendo absorvidos sem deterioração dos níveis de churn (taxa de cancelamento de clientes)”, disseram os analistas Bernardo Guttmann e Luis Chagas, da XP.
A competição segue sendo a principal variável a monitorar no setor.
Vivo projeta Ebitda de R$ 6,6 bilhões
A XP projeta receita líquida total de R$ 15,6 bilhões para a Vivo no segundo trimestre, alta de 6,4% no ano.
A receita de serviços móveis deve atingir R$ 10,2 bilhões, sustentada por reajustes de preços implementados em 70% da base pós-paga sem resistência relevante dos clientes. Serviços fixos devem chegar a R$ 4,5 bilhões, com o FTTH mantendo forte ritmo de adições líquidas.
“Projetamos Ebitda de R$ 6,6 bilhões, com margem de 42,4%, expansão de 187 pontos-base no ano, beneficiada por outras receitas operacionais, impulsionadas pela venda de cobre”, apontaram Guttmann e Chagas.
O lucro líquido deve atingir R$ 1,79 bilhão, crescimento de 33,2% no ano. A monetização relacionada às concessões deve ganhar tração no segundo semestre.
Tim deve reportar margem Ebitda de 51,2%
Para a Tim (TIMS3), a XP projeta receita líquida de R$ 7,0 bilhões, alta de 5,8% no ano, com a receita de serviços móveis crescendo 4,6% para R$ 6,4 bilhões. O pós-pago permanece como principal vetor de crescimento, enquanto o pré-pago segue ficando para trás.
Os serviços fixos devem crescer 28,9% impulsionados pela consolidação da V8.Tech e pelo FTTH.
“Projetamos Ebitda de R$ 3,6 bilhões, com margem de 51,2%, expansão de 45 pontos-base no ano, com o crescimento do Ebitda superando o das receitas, embora em ritmo mais moderado do que nos últimos anos”, concluíram os analistas Bernardo Guttmann e Luis Chagas.
O lucro líquido da Tim deve alcançar R$ 1,05 bilhão, alta de 8% no ano.
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