A incerteza de curto prazo para a Vivara (VIVA3) aumentou significativamente, segundo o Santander, que reduziu seu preço-alvo para as ações de R$ 46 para R$ 30, mantendo a recomendação de compra. O relatório é assinado pelos analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
“A magnitude da redução não implica deterioração equivalente dos fundamentos — grande parte decorre de revisões de modelo e atualização metodológica. Ainda assim, a ação carece de catalisadores claros no curto prazo“, afirmam os analistas.
Vida da Life e margens sem visibilidade de melhora
Tendências mais fracas de vendas mesmas lojas na Life, possível atividade promocional e trajetória menos visível de estabilização de margens devem continuar pesando no sentimento dos investidores.
O Santander reconhece que um ponto de entrada mais favorável pode surgir em meio à incerteza persistente, apesar de enxergar potencial de valorização atrativo nos níveis atuais para o longo prazo.
ROIC pode alcançar 28% com normalização dos estoques
O retorno sobre capital investido deve se recuperar para cerca de 26% até 2029, sustentado por expansão de margens e menores níveis de estoques no cenário-base do banco.
“Além da Life, vemos potencial relevante de valorização com a normalização dos estoques e melhora da conversão de caixa — e se os estoques retornarem ao nível de 2023, poderíamos adicionar cerca de R$ 3 por ação ao preço-alvo”, destacam Esteves, Huang e Fuziharo.
O banco projeta FCFE yield de cerca de 12% até 2028 e dividend yield de aproximadamente 11%, considerando payout de 70%.
Estimativas de lucro cortadas em 17%; receita quase intacta
As revisões de receita foram limitadas, com queda média de apenas 2% nas vendas líquidas para 2026-2028. O impacto mais relevante recaiu sobre o lucro líquido, com corte médio de 17%.
“A maior parte da redução do preço-alvo reflete a adoção de metodologia DCF de FCFE, premissas mais conservadoras para a Life e margem EBITDA terminal de 27%, ante 30% anteriormente”, explicam os analistas.
A projeção de lucro líquido para 2026 agora está 6% abaixo do consenso de mercado.






