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Vale tem “opcionalidade significativa”, diz BBI

Vale tem “opcionalidade significativa”, diz BBI

Mineradora visa atingir cerca de 700 mil toneladas de cobre até 2035 por meio do aprimoramento de projetos de baixa intensidade de capital

A Vale (VALE3) tem uma opcionalidade significativa nos metais básicos que se soma à estrutura disciplinada de alocação de capital da companhia — essa é a principal conclusão do Bradesco BBI após receber o CFO da mineradora, Marcelo Bacci, para uma série de reuniões com investidores (NDR) nas costas Leste e Oeste dos Estados Unidos na semana passada. O banco reitera recomendação de compra.

As discussões durante o NDR forneceram, segundo o BBI, insights valiosos sobre os principais impulsionadores de valor da Vale, as prioridades de alocação de capital, a estrutura de custos e o roteiro estratégico de longo prazo.

“Continuamos a identificar uma opcionalidade significativa nos metais básicos, que se soma à estrutura disciplinada de alocação de capital da empresa”, afirmaram os analistas Rafael Barcellos e Renato Chanes.

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Cobre como motor de crescimento orgânico

O roteiro para o cobre é um dos principais destaques da análise. A Vale visa atingir cerca de 700 mil toneladas até 2035 por meio do aprimoramento de projetos de baixa intensidade de capital, como Bacaba, Salobo e Alemão.

Para o BBI, esse pipeline representa um motor de crescimento orgânico crível e com potencial de agregar valor relevante ao portfólio ao longo da próxima década.

“O roteiro para o cobre — visando atingir cerca de 700 mil toneladas até 2035 por meio do aprimoramento de projetos de baixa intensidade de capital — oferece um motor de crescimento orgânico crível”, destacaram Barcellos e Chanes.

Entretanto, o banco ressalta que a execução disciplinada desses projetos será fundamental para a materialização desse valor ao longo do tempo.

Vale Níquel
(Imagem: Divulgação/ Vale Base Metals)

Níquel deixa de ser entrave e passa a gerar caixa

Outro ponto central do NDR foi a reversão dos resultados do níquel. O segmento, que anteriormente representava um entrave persistente para a Vale, passou a apresentar geração de caixa positiva, apoiada pelo perfil polimetálico dos ativos e por uma estrutura operacional mais enxuta. A mudança é vista pelo BBI como uma redução relevante de risco para o portfólio da companhia.

“A reversão dos resultados do níquel, agora com geração de caixa — apoiada por seu perfil polimetálico e uma estrutura operacional mais enxuta — reduz os riscos de um segmento que anteriormente representava um entrave persistente”, avaliaram Rafael Barcellos e Renato Chanes.

A combinação do avanço no cobre com a melhora no níquel reforça, portanto, a tese de diversificação do portfólio da Vale além do minério de ferro.

Em suma, o BBI conclui que a Vale está posicionada para entregar crescimento de volume — com o cobre ganhando relevância no portfólio — aliada a efetiva disciplina de custos e investimentos e a um balanço cada vez mais flexível.

“Esses fatores, em conjunto, devem impulsionar retornos de caixa consistentes e mais elevados nos próximos anos aos acionistas, via dividendos e/ou recompras”, concluíram os analistas.