O balanço da Vale (VALE3), primeiro trimestre do ano, foi divulgado, reportando um lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,893 bilhão ante US$ 1,394 bi do mesmo período do ano anterior. Isso representa uma elevação de 36%.
Já na comparação com o último trimestre de 2025, a mineradora reverteu o prejuízo obtido de US$ 3,8 bilhões naquele período.

Enquanto isso, a companhia registrou receita líquida de vendas de US$ 9,258 bilhões. Comparado com o mesmo período do ano passado, houve elevação de 14%, quando foi registrada receita de US$ 8,119 bilhões.
Por sua vez, o Ebitda ajustado atingiu US$ 3,830 bilhões contra US$ 3,115 bilhões dos três primeiros meses de 2025, resultando em uma variação positiva de 23%.
A Vale apresentou melhora operacional consistente no período, com avanço nas vendas em todos os seus principais segmentos e crescimento relevante de preços e geração de caixa.
O desempenho comercial foi positivo, com aumento anual de 4% nas vendas de minério de ferro (+3 milhões de toneladas), 11% no cobre (+9 mil toneladas) e 15% no níquel (+6 mil toneladas). O movimento reflete maior demanda global e recuperação gradual dos volumes embarcados.
Preços impulsionam receita
Os preços realizados também contribuíram para o resultado. O minério de ferro fino teve preço médio de US$ 95,8 por tonelada, alta de 0,4% na comparação trimestral e de 5,5% na base anual.
Já o cobre apresentou valorização mais expressiva, com avanço de 19% no trimestre e 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 13.143 por tonelada. O níquel também registrou ganhos, com alta de 13% t/t e 6% a/a, chegando a US$ 17.015 por tonelada.
Custos e eficiência
Do lado dos custos, o custo caixa C1 do minério de ferro ficou em US$ 23,6 por tonelada, alta de 12% na comparação anual, impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar.
Os custos all-in do minério de ferro somaram US$ 55,4 por tonelada, avanço de 8% a/a. Por outro lado, houve melhora relevante nos segmentos de metais básicos: os custos all-in do cobre ficaram negativos em US$ -642 por tonelada, enquanto o níquel registrou queda de 48% a/a, para US$ 8.184 por tonelada, beneficiado por receitas de subprodutos e ganhos de eficiência.
A dívida líquida expandida encerrou o trimestre em US$ 17,8 bilhões, aumento de US$ 2,2 bilhões na comparação trimestral. O crescimento foi influenciado principalmente pelo pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, parcialmente compensado pela geração de caixa.
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