Três das principais empresas petrolíferas listadas na B3 vêm apresentando oscilação em suas cotações desde o início do ano, mas despontam como teses promissoras de investimento para alguns analistas. Neste texto, vamos apresentar as três empresas e mostrar que vale a pena investir em petrolíferas, desde que observados alguns cuidados e ressalvas sobre as companhias.
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Vale a pena investir em petrolíferas? PRIO (PRIO3)
A PRIO (PRIO3) faz parte da carteira recomendada de ações da EQI Research, com recomendação de compra, vista como uma possibilidade com potencial interessante de valorização. Negociada nesta semana no patamar de R$ 37, acumula alta de mais de 75% desde o início do ano. A EQI Research, no entanto, projeta um preço-alvo de R$ 51,57, ou seja, um potencial de valorização do ativo acima dos 30%.
“A PRIO é uma petrolífera independente focada na revitalização de campos em águas profundas. Detentora de cinco campos produtores e alguns blocos exploratórios, a sua estratégia consiste em revitalizar campos maduros de petróleo, ou seja, aumentar a taxa de recuperação de óleo de poços já produtivos”, diz o relatório de análise. A empresa é vista pela casa como “empresa favorita de óleo e gás”, por estar “entregando resultados consistentes nos últimos trimestres”, diz o texto, destacando que a companhia é menos exposta a fatores políticos brasileiros do que a Petrobras (PETR3;PETR4), gigante nacional do setor.
Em maio, a empresa apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2023 com destaque para o EBITDA ajustado de US$ 389 milhões, mais que o dobro do trimestre anterior, segundo relatório do BTG Pactual (BPAC11) que também recomendou compra, a preço-alvo de R$ 54. “Acreditamos que a PRIO poderá em breve acelerar as recompras ou aumentar o pagamento de dividendos, oferecendo uma atraente combinação de crescimento e valor”, diz a Research.

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Vale a pena investir em petrolíferas? 3R Petroleum (RRRP3)
A 3R Petroleum (RRRP3) reportou em maio uma produção consolidada mensal de 22,3 kboe/d (-10,6% em relação a abril), declínio impulsionado pelo cluster offshore, que teve menor fluxo de óleo do campo Papa-Terra, embora tenha havido crescimento nos polos Potiguar e Recôncavo.
“Embora a produção consolidada tenha sido um pouco mais fraca, houve aspectos qualitativos positivos a serem destacados. Macau (cluster Potiguar) registrou produção acima do esperado, a maior desde outubro, e no cluster Recôncavo grande parte do crescimento da produção deveu-se à maior demanda de gás e indica maior estabilidade de execução”, diz o BTG em relatório divulgado em junho.
O banco manteve sua recomendação de compra alegando que a empresa “permanece como uma história subestimada e negligenciada”, ainda com necessidade de consolidar seu aumento de produção, mas com números de balanço e negociações a um preço relativamente descontado.
Nesta quinta-feira, as ações eram negociadas no patamar de R$ 31, uma queda acumulada de cerca de 12% desde o início do ano. O preço-alvo recomendado pelo BTG é de R$ 85, um potencial de valorização dos papéis acima de 170%.
No Stock Guide da EQI Research, que pode ser acessado gratuitamente para os cadastrados no site, as ações também aparecem com recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 69,60.

Vale a pena investir em petrolíferas? PetroReconcavo (RECV3)
A PetroReconcavo (RECV3) divulgou queda de 2% na produção em maio em relação a abril, fechada em 25,5k boe/d, com leve alta de 1% no ativo Potiguar. “Pelo segundo mês consecutivo, a produção ficou abaixo do seu potencial máximo, com Miranga, Remanso e Tiê registrando quedas de produção”, diz o relatório do BTG.
Entre os fatores para a queda foram mencionadas interrupções no transporte de moléculas no cluster Bahia Terra, operado pela Petrobras e essencial para o escoamento da produção do ativo Bahia, bem como paradas de produção para manutenção em poços no ativo Sergipe, após a recente incorporação do ativo Tiê.
O BTG Pactual manteve a recomendação de compra alegando que considera “exageradas as preocupações dos investidores sobre a capacidade de execução da empresa”, que apresenta “combinação de potenciais pagamentos relevantes de dividendos e uma equipe de executivos experiente”.
O preço-alvo estabelecido pelo banco é de R$ 38 e as ações eram cotadas nesta quinta-feira pouco abaixo dos R$ 20, queda de cerca de 40% ao longo ao ano, mas com um potencial de valorização de cerca de 90%. O Stock Guide da EQI Research também recomenda compra, com preço-alvo de R$ 33.

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