Home
Notícias
Ações
Usiminas (USIM5): BTG (BPAC11) reduz recomendação para neutro

Usiminas (USIM5): BTG (BPAC11) reduz recomendação para neutro

O banco BTG Pactual (BPAC11) revisou sua recomendação para Usiminas (USIM5) para neutro. Os motivos são perspectivas consideradas incertas para a empresa, com um possível cortes de lucros chegando, entre outras questões. De acordo com o relatório do banco, é inegável a estranheza ao reduzir a recomendação de uma ação negociando em 2,9x EBITDA em […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) revisou sua recomendação para Usiminas (USIM5) para neutro. Os motivos são perspectivas consideradas incertas para a empresa, com um possível cortes de lucros chegando, entre outras questões.

De acordo com o relatório do banco, é inegável a estranheza ao reduzir a recomendação de uma ação negociando em 2,9x EBITDA em 2023E e o banco concorda que é um movimento tardio, pois o mercado já reduziu os múltiplos da empresa.

No entanto, existem dificuldade do BTG para ver como as ações terão um desempenho sólido nesse ambiente: falta de retornos relevantes para os acionistas, visibilidade operacional limitada, riscos macro elevados, descontos de preços no Brasil e deterioração dos resultados.

“Simplificando, em nossa experiência cobrindo a Usiminas desde 2006, acreditamos que a visibilidade dos resultados é uma das menores que já vimos em anos, pois há uma série de questões/riscos internos da companhia que estão afetando as ações de forma assimétrica”, avaliu.

Em um ambiente em que todo o setor está barato, o banco recomenda que os investidores construam posições na Gerdau (GGBR4) em vez da Usiminas. “E esperamos que a diferença de desempenho entre ambas aumente ainda mais”, ressaltou.

Publicidade
Publicidade

Usiminas (USIM5) está prejudicada em diversas frentes

Para o BTG, a Usiminas (USIM5) está prejudicada em diversas frentes. O banco então reduziu as estimativas de EBITDA para 2022 em -35% e 2023 em -20% para incorporar: custos mais altos de matérias-primas (principalmente coque), descontos no preço do aço no mercado doméstico. Nesse item, o banco modela a receita líquida por tonelada caindo 20% em 2023; prêmios do aço brasileiro atualmente próximos a 20%, sendo igual a um risco de execução.

Também está incluída na análise uma eventual menor lucratividade com o aumento da compra de placas no mix geral.

“De acordo com nossas estimativas revisadas, vemos a Usiminas sendo negociada a 2,9x EBITDA em 2023, gerando um FCFE yield abaixo da média de 12%. Embora reconheçamos que essas métricas de valuation são baratas em uma base absoluta, toda a indústria siderúrgica global foi significativamente afetada pela redução dos múltiplos de negociação”, avaliou

Com isso, a Usiminas está atualmente negociando com um prêmio para Gerdau e Mittal, o que o BTG acredita fazer pouco sentido. Dada a visibilidade reduzida de lucros, os riscos acima do normal e a deterioração dos lucros, aponta que a ação da Usiminas ficará atrás dos pares no setor siderúrgico.

Riscos

O BTG listou alguns riscos para adotar uma visão mais cautelosa com relação a Usiminas (USIM5): uma forte recuperação dos preços de aço da China, que atualmente estão sendo negociados perto dos custos marginais de produção; parada para manutenção menos disruptiva (operacionalmente falando) da reforma do alto-forno de Ipatinga, auxiliada por preços de placas substancialmente mais baixos no mercado; e uma mudança repentina em sua política de dividendos, à qual atribui uma probabilidade muito baixa.

Quer saber mais sobre Usiminas (USIM5) e como investir melhor? Preencha o cadastro que um assessor da EQI Investimentos irá entrar em contato.