Home
Notícias
Ações
Usiminas tem Ebitda de R$ 761 mi e eleva projeção de Capex em 2026

Usiminas tem Ebitda de R$ 761 mi e eleva projeção de Capex em 2026

Margem Ebitda ajustada subiu de 6% no segundo trimestre de 2025 para 12% no segundo trimestre de 2026, com siderurgia liderando a recuperação operacional

A Usiminas (USIM5) divulgou nesta quinta-feira (30) os resultados do segundo trimestre de 2026, com Ebitda ajustado consolidado de R$ 761 milhões — alta de 17% em relação ao primeiro trimestre de 2026 e de 86% na comparação anual.

A margem Ebitda ajustada subiu de 6% no segundo trimestre de 2025 para 12,4% no segundo trimestre de 2026, reflexo da melhora operacional consistente acumulada ao longo dos últimos trimestres.

Em paralelo, a companhia atualizou sua projeção de investimentos totais para 2026, elevando a faixa do Capex de uma estimativa anterior para R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão.

A receita líquida totalizou R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 4% em relação ao primeiro trimestre, sustentada pelo crescimento em ambas as unidades de negócio — siderurgia e mineração.

O lucro líquido somou R$ 428 milhões, queda de 52% em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando benefícios fiscais extraordinários inflaram o resultado. Na comparação anual, contudo, o avanço é expressivo: o segundo trimestre de 2025 havia registrado apenas R$ 128 milhões de lucro.

Publicidade
Publicidade

Siderurgia recupera margem com eficiência e mix

Na siderurgia, o Ebitda ajustado atingiu R$ 688 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 26% em relação ao primeiro trimestre, com margem de 13% — expansão de 2,4 pontos percentuais sequencial.

O resultado foi impulsionado pela melhora de 4,6% na receita líquida por tonelada, reflexo de melhores preços e mix de produtos, parcialmente compensada pela queda de 1,7% nos volumes vendidos. A produção de aço bruto em Ipatinga atingiu 803 mil toneladas, alta de 10% sequencial e o maior volume desde o terceiro trimestre de 2024.

Um marco relevante do trimestre foi a conclusão do Projeto PCI — Pulverized Coal Injection — no Alto-Forno 3 da Usina de Ipatinga.

“O projeto representa um avanço estrutural para a competitividade da companhia, proporcionando maior eficiência operacional, redução do consumo de insumos, ganhos de produtividade e diminuição dos custos de produção”, destacou a administração no comunicado.

Os volumes de vendas totalizaram 989 mil toneladas, com 930 mil destinadas ao mercado interno — sendo 37,7% para o segmento automotivo, 29,8% para grandes redes e 32,5% para a indústria.

Mineração cresce em volume, mas frete pressiona

Na mineração, a receita líquida avançou 11% sequencial, para R$ 867 milhões, reflexo da alta de 26,9% nos volumes vendidos, que totalizaram 2,5 milhões de toneladas. A produção de minério de ferro cresceu 14,7% em relação ao primeiro trimestre, para 2,2 milhões de toneladas, após a recuperação dos efeitos das chuvas do início do ano.

No entanto, o Ebitda ajustado da mineração recuou 35,9% sequencial, para R$ 71 milhões, com margem de 8,2% — ante 14,2% no primeiro trimestre.

O principal culpado foi o aumento de 35% nas tarifas de frete marítimo, com o custo da rota C3 representando cerca de 33% do preço de referência global do minério de ferro — aproximadamente 10 pontos percentuais acima da média histórica recente.

Caixa supera dívida e Capex é revisado para cima

Do ponto de vista financeiro, a Usiminas entrou em posição de caixa líquido positivo: o caixa e aplicações de R$ 6,8 bilhões superam a dívida bruta de R$ 6,3 bilhões, resultando em dívida líquida negativa de R$ 499 milhões — ante dívida líquida positiva de R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2025. A alavancagem atingiu -0,22 vez a relação dívida líquida/Ebitda ajustado.

O Capex do segundo trimestre somou R$ 323 milhões, alta de 13% sequencial, com investimentos concentrados em siderurgia e mineração. Para o ano de 2026, a companhia revisou sua projeção de investimentos totais para a faixa de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão, em atualização ao fato relevante divulgado em fevereiro.

Para o próximo trimestre, a administração projeta estabilidade nos resultados da siderurgia — excluindo os efeitos extraordinários do segundo trimestre — e queda na mineração, em função da redução esperada nos volumes de venda de minério de ferro e da manutenção dos custos logísticos elevados.

Leia também: