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Tenda lança R$ 1,76 bilhão e é Top Pick do BTG

Tenda lança R$ 1,76 bilhão e é Top Pick do BTG

Tenda entrega vendas líquidas de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre, alta de 17% no ano, com velocidade de vendas de 24%

A Tenda (TEND3) entregou resultados operacionais sólidos no segundo trimestre de 2026, em linha com as estimativas do BTG Pactual, que reiterou a construtora como sua principal escolha no segmento de baixa renda. O papel negocia a 4,5 vezes o lucro estimado para 2027, patamar que o banco considera atrativo.

A Tenda entregou resultados operacionais sólidos no segundo trimestre em todas as frentes. Embora a velocidade de vendas tenha desacelerado levemente de forma sequencial, a empresa foi capaz de manter um índice saudável de 24%, ao mesmo tempo em que aumentou os preços de forma significativa”, avaliaram os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, do BTG Pactual.

Os preços de lançamento e de vendas subiram 8% e 3% sequencialmente, respectivamente.

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Vendas líquidas de R$ 1,4 bilhão

As vendas brutas consolidadas atingiram R$ 1,61 bilhão no trimestre, alta de 18% no ano. Os cancelamentos somaram R$ 207 milhões, impactados por um projeto com pendência de alvará de construção que precisou ser cancelado.

As vendas líquidas ficaram em R$ 1,4 bilhão, com a marca Tenda respondendo por R$ 1,32 bilhão, alta de 25% no ano, enquanto a Alea contribuiu com R$ 84 milhões, queda de 42% no ano.

“A Tenda segue nossa Top Pick no segmento de baixa renda, pois a empresa está no caminho certo para entregar resultados sólidos em suas operações presenciais, enquanto a Alea se torna menos relevante para o resultado consolidado”, disseram Cambauva e Fabris.

A velocidade de vendas de 24% compara com 28% no segundo trimestre de 2025, mas o BTG avalia o número como saudável dado o aumento simultâneo de preços.

Lançamentos 59% acima do ano

A Tenda lançou 17 projetos no trimestre, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,76 bilhão, alta de 59% no ano e 15% acima das estimativas do banco. Dos projetos, 14 foram pela marca Tenda com PSV de R$ 1,68 bilhão, e três pela Alea com PSV de R$ 86 milhões.

A companhia transferiu R$ 1,08 bilhão em recebíveis para bancos no trimestre e encerrou o período com landbank de R$ 33,8 bilhões.

“A companhia adquiriu cerca de R$ 5 bilhões em novos terrenos no trimestre, com aproximadamente 40% no Nordeste, o que sinaliza que a empresa planeja continuar crescendo muito”, destacaram os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris.

O ritmo acelerado de aquisição de terrenos reforça a tese de crescimento sustentado nos próximos anos, especialmente com os parâmetros do MCMV revisados desde maio.