A Tenda (TEND3) apresentou margens mais fortes em sua divisão principal, impulsionadas por uma margem bruta acima do esperado nos últimos dois trimestres, segundo análise do Santander. O desempenho levou o banco a revisar para cima suas estimativas e elevar o preço-alvo da ação para R$ 41,00, com manutenção da recomendação de compra.
A revisão incorpora os resultados do quarto trimestre de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, além de ajustes nas projeções macroeconômicas. O Santander também destaca um ambiente competitivo mais favorável nas regiões de atuação da companhia, aliado a melhorias nas condições de acessibilidade do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Resultados mais fortes
“Elevamos nossas estimativas para a Tenda incorporando resultados recentes mais fortes e um cenário mais favorável para o segmento de baixa renda”, afirmam os analistas Fanny Oreng, Matheus Meloni e Luis Wadt. O banco avalia que as mudanças no programa habitacional contribuíram para sustentar a demanda.
Além disso, a instituição revisou para cima as projeções operacionais, com aumento médio de cerca de 5% nas estimativas de lançamentos e vendas contratadas. O movimento reflete um início de 2026 acima do esperado, além de reajustes de preços das unidades em um ambiente de inflação de custos.
Rentabilidade
No campo da rentabilidade, o Santander elevou as projeções de margem bruta consolidada em 205 pontos-base para 2026 e 144 pontos-base para 2027, estimando níveis de 33,5% e 34,0%, respectivamente. O destaque segue sendo a operação principal da Tenda, que tem sustentado o desempenho mesmo diante de premissas conservadoras para a Alea.
“As margens mais fortes da divisão principal têm sido o principal driver da revisão, com resultados acima do esperado nos últimos trimestres”, destacam os analistas. O banco pondera que, mesmo com cautela em relação à Alea, a expansão consolidada segue consistente.
O valuation também reforça a tese positiva, com a ação negociando a cerca de 5,0 vezes o lucro projetado para 2027. Esse patamar é considerado atrativo frente ao histórico da companhia e ao potencial de geração de resultados nos próximos anos.
Ao todo, o Santander elevou suas estimativas de lucro líquido ajustado para R$ 608 milhões em 2026 e R$ 782,6 milhões em 2027, ambos com alta de 8%. Ainda assim, os números permanecem ligeiramente abaixo do consenso de mercado, indicando espaço adicional para revisões futuras.
“A combinação de crescimento operacional, melhoria de margens e valuation descontado sustenta nossa visão construtiva para a Tenda”, concluem Oreng, Meloni e Wadt. Apesar disso, o banco ressalta que a companhia é sua terceira preferência no setor de baixa renda, atrás de Cury e Direcional.






