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Setor privado de saneamento cresce 466% no Brasil e projeta avanços

Setor privado de saneamento cresce 466% no Brasil e projeta avanços

O marco do segmento, sancionado em 2020, impulsiona o setor privado de saneamento no Brasil, registrando uma expansão significativa

Desde a implementação do Marco Legal do Saneamento Básico, sancionado em 2020, o setor privado de saneamento no Brasil vem registrando uma expansão significativa. Segundo dados da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), a participação de operadores privados no setor saltou de 5% para 30% dos municípios brasileiros, representando um aumento de 466%. 

Atualmente, 1,6 mil cidades são atendidas por empresas privadas, ante 291 em 2019. O crescimento acelerado reflete as concessões realizadas em 2024, que abriram novas oportunidades para o setor, impulsionadas pela obrigatoriedade de licitação prévia prevista no marco regulatório. 

O próximo ano promete ser ainda mais movimentado, com grandes leilões previstos em estados como Pernambuco, Pará e Rondônia. De acordo com a diretora-executiva da Abcon, Christianne Dias, cerca de 24 projetos estruturados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devem atrair R$ 74,6 bilhões em investimentos em 2025.

Setor privado de saneamento: estratégias

Empresas como a Aegea e a Iguá têm desempenhado papéis centrais na transformação do mercado. Radamés Casseb, CEO da Aegea, destacou o fortalecimento de clusters — áreas estratégicas de atuação da empresa — como prioridade. Entre os novos projetos, estão a Corsan, no Rio Grande do Sul, e concessões em Belém e na região amazônica. 

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Já a Iguá venceu a disputa pela operação em Sergipe, considerada a maior concessão de 2024. Segundo o CEO Roberto Barbuti, a empresa começará do zero no estado, montando uma equipe de cerca de mil pessoas. “Nosso desafio é integrar rapidamente essa operação para que possamos aproveitar novas oportunidades”, explicou Barbuti, de acordo com a Agência Estado.

Embora o setor privado esteja em plena expansão, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para alcançar a universalização do saneamento. Cerca de 32 milhões de brasileiros vivem sem acesso à água potável, e mais de 90 milhões não têm coleta de esgoto, segundo dados recentes. 

O Marco Legal do Saneamento estabelece metas ambiciosas, como abastecimento de água para 99% da população e coleta de esgoto para 90% até 2033. No entanto, Luana Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil, alerta que o prazo está ameaçado.

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Avanços

Para viabilizar os avanços necessários, especialistas apontam a importância de amadurecer o ecossistema financeiro do setor. Reduzir custos e atrair novos investimentos serão cruciais para alcançar as metas de universalização. 

Os leilões previstos para 2025, que somam bilhões em investimentos, representam uma oportunidade de mudar a realidade de regiões historicamente negligenciadas. Estados como Pará, Rondônia e Pernambuco concentram projetos de grande porte que podem transformar o cenário do saneamento básico no país e ampliar o impacto da iniciativa privada no setor.

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