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Ser Educacional (SEER3) reverte prejuízo no quarto trimestre e reduz dívida

Ser Educacional (SEER3) reverte prejuízo no quarto trimestre e reduz dívida

Companhia encerrou 2025 com avanço de receita, Ebitda maior, melhora na geração de caixa e alavancagem no menor nível desde 2021

A Ser Educacional (SEER3) registrou lucro líquido de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 30,2 milhões apurado um ano antes. No acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 214,4 milhões.

Já o lucro líquido ajustado ficou em R$ 76,9 milhões no trimestre, alta de 112,1%, e em R$ 239,4 milhões no ano, avanço de 141,7%.

A receita líquida da companhia alcançou R$ 572,9 milhões no quarto trimestre, crescimento de 9,4% na comparação anual. Em 2025, o indicador subiu 11,9%, para R$ 2,216 bilhões.

Segundo a empresa, o avanço foi puxado principalmente pela expansão da base de alunos do ensino híbrido e pelo crescimento da medicina.

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Ser Educacional: ensino híbrido cresce

A base de alunos de graduação do ensino híbrido chegou a 182 mil no fim de 2025, alta de 10,4% em um ano.

Já o número de alunos de medicina avançou 12,3%, para 4.032, enquanto as vagas anuais do curso cresceram 6,4%, para 1.001. A companhia também informou que os cursos de saúde já representam 65% da base de graduação híbrida.

O Ebitda ajustado somou R$ 150,4 milhões no quarto trimestre, alta de 22,8%, com margem de 26,3%. No ano, o indicador avançou 27,8%, para R$ 559,6 milhões.

A empresa atribuiu a melhora ao crescimento orgânico, sobretudo no ensino híbrido e em medicina, além do controle de custos e da maior diluição das despesas fixas.

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Caixa e dividendos

A geração operacional de caixa líquida pós-capex ficou em R$ 74,5 milhões no trimestre, salto de 227,9% em relação ao mesmo período de 2024. Em 2025, o indicador atingiu R$ 289 milhões, alta de 148,5%. O prazo médio de recebimento ex-FIES caiu de 91 para 84 dias, refletindo a melhora da inadimplência.

No balanço, a dívida líquida caiu 29,8%, para R$ 504,7 milhões, enquanto a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado recuou de 1,64 vez para 0,9 vez, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2021. O conselho ainda aprovou dividendos de R$ 61,1 milhões, o equivalente a R$ 0,478897072 por ação.

O ponto menos favorável ficou com o resultado financeiro. A despesa financeira subiu 11,2% no trimestre, para R$ 76,3 milhões, pressionada pelo aumento das despesas com juros após a emissão de debêntures no fim de 2024. Ainda assim, a companhia encerrou 2025 com lucro maior, geração de caixa mais forte e uma estrutura de capital mais leve.