A Raízen (RAIZ4) está próxima de finalizar os termos de sua reestruturação extrajudicial, com apoio de mais de 50% de seus credores, segundo reportagem do Valor Econômico. O prazo para apresentar o plano às autoridades judiciais encerra na próxima semana.
A companhia renegocia cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. Os detentores de títulos, que vinham buscando melhores condições, passaram a aceitar a proposta mais recente apresentada pela empresa.
Separação dos negócios ainda em discussão
Embora os credores estejam amplamente alinhados quanto à estrutura geral da reestruturação, as conversas continuam sobre uma eventual separação futura entre os negócios de distribuição de combustíveis e de açúcar e etanol — medida vista como parte de um esforço mais amplo para melhorar a estrutura financeira e de gestão da companhia.
“Se confirmada, a separação dos negócios poderia ajudar a posicionar melhor a companhia para uma nova fase, trazendo mais clareza e ampliando as alternativas estratégicas para os stakeholders”, avaliam os analistas Vicente Falanga e Renato Chanes.
Shell avança; BTG recua e Cosan pode ser diluída
A Shell declarou apoio ao processo e propôs aportar R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução de longo prazo para a companhia.
Por outro lado, a injeção de capital anteriormente proposta pelo BTG Pactual não avançou. Esse movimento poderia levar à diluição da participação da Cosan na Raízen e a uma maior concentração do controle nas mãos da Shell.
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