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Prio pode surpreender o mercado no balanço de hoje

Prio pode surpreender o mercado no balanço de hoje

Bradesco BBI aponta distribuição de combustíveis e produtoras de petróleo como os principais destaques do setor no primeiro trimestre de 2026, beneficiadas pela alta do Brent

O setor de petróleo e distribuição de combustíveis deve registrar um dos melhores trimestres de sua história recente no período de janeiro a março de 2026, impulsionado pela disparada nos preços do petróleo em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

A avaliação é do Bradesco BBI, em relatório assinado pelos analistas Vicente Falanga e Ricardo França, que apontam a Prio (PRIO3) e as distribuidoras de combustíveis como os principais destaques positivos do período.

Prio brilha sem hedge

Entre as independentes de exploração e produção, a Prio ocupa posição de destaque absoluto.

“Para as empresas independentes de E&P, a Prio deve ser o destaque, já que a empresa deve reportar um Ebitda de US$ 840 milhões com base em volumes maiores e exposição ilimitada aos preços do petróleo”, afirmam Falanga e França.

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A ausência de instrumentos de hedge é o principal diferencial da companhia frente às concorrentes, permitindo que ela capture integralmente a alta do Brent registrada no trimestre.

A Brava (BRAV3), por sua vez, deve apresentar EBITDA superior a R$ 1,5 bilhão excluindo os efeitos dos hedges, enquanto a PetroRecôncavo deve registrar resultado praticamente estável na comparação trimestral.

Petrobras com Ebitda de US$ 13,7 bilhões

Para a Petrobras (PETR3; PETR4), os analistas projetam um desempenho igualmente robusto.

“Estimamos que a Petrobras reporte um EBITDA de US$ 13,7 bilhões para o primeiro trimestre de 2026, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2025, devido aos preços mais altos do Brent e do diesel”, destacam Falanga e França.

Além do resultado operacional, os dividendos da estatal devem crescer significativamente.

“Os dividendos da empresa devem aumentar para US$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, contra US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre de 2025, devido a um EBITDA sequencial mais alto, bem como à ausência de aquisições significativas no trimestre”, explicam os analistas.

Vibra
(Imagem: Divulgação/ Vibra)

Distribuidoras surpreendem com margens em alta

O segmento de distribuição de combustíveis também deve se destacar positivamente.

“Estimamos que o setor de distribuição de combustíveis seja o principal destaque do primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo crescimento do volume em relação ao ano anterior e, principalmente, por margens mais altas, que devem ter aumentado significativamente durante março em meio à volatilidade relacionada à guerra”, afirmam Falanga e França.

Para o setor petroquímico, os analistas esperam forte recuperação em função de spreads mais robustos em março, embora amplamente compensados pelo consumo de capital de giro.

Já a Oceanpact (OPCT3) deve registrar seu ponto mais baixo do ano, com Ebitda projetado de R$ 152 milhões e taxa de utilização de 64%, ante 81% no quarto trimestre de 2025.

O Bradesco BBI projeta margens reportadas de R$ 258 por metro cúbico para a Vibra (VBBR3) e de R$ 250 por metro cúbico para a Ipiranga (UGPA3) no trimestre.

“Este deve ser o ponto mais baixo do ano em termos de resultados, com números que provavelmente apresentarão uma melhora significativa nos próximos trimestres”, concluem os analistas.

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