A Prio (PRIO3) apresentou em abril uma qualidade operacional mais mista do que o headline sugere, embora os dados prévios do mês confirmem a tese de crescimento da petroleira, segundo avalia relatório da Ativa. Além disso, a casa de análise não ficou empolgada com o relatório apresentado.
De acordo com documento, todos os demais ativos recuaram no mês: Peregrino caiu 10,4% frente o mês anterior, Albacora Leste recuou 13,8% m/m e Bravo caiu 9,2% m/m, refletindo falhas operacionais, workovers e interrupções temporárias de poços.
“Ou seja, o crescimento consolidado veio mais da entrada de Wahoo do que de uma melhora disseminada da base produtiva”, disse a Ativa.
O terceiro poço de Wahoo iniciou operação em 6 de abril e sustentou a aceleração do Valente, mas o quarto poço foi postergado para meados de maio.
Vendas abaixo da produção
As vendas também vieram abaixo da produção: os offtakes somaram 4,79 milhões de barris, queda de 23,1% m/m e abaixo da produção implícita do mês, de cerca de 5,20 milhões de barris. Vemos isso mais como efeito de calendário de liftings do que como deterioração estrutural, mas o dado pode limitar a conversão de produção em caixa no curto prazo.
Portanto, em termos de tese de investimentos, a casa de análise segue estruturalmente positiva com Prio, pela combinação de crescimento orgânico, ganho de escala, Brent forte e expansão de geração de caixa. No entanto, após a forte alta do papel no início do ano, o valuation parece menos assimétrico e já embute parte relevante da melhora esperada com Wahoo.
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“Assim, vemos espaço para realização caso maio não traga uma normalização mais ampla da produção ex-Wahoo e vendas mais alinhadas ao volume produzido”, completa o relatório.






