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Prévia dos bancos para o 4TRI22: BTG (BPAC11) tem preferência para Itaú-Unibanco (ITUB4)

Prévia dos bancos para o 4TRI22: BTG (BPAC11) tem preferência para Itaú-Unibanco (ITUB4)

O banco BTG Pactual (BPAC11) fez um prévia dos bancos para o 4TRI22 e reiterou sua preferência por Itaú-Unibanco (ITUB4) ante Bradesco (BBDC) e Santander (SANB11). Além disso, o BTG acredita que a crise da Americanas (AMER3) poderá impactar os bancos. Sobre Itaú-Unibanco (ITUB4), o BTG mantém o rating de compra, bem como para Banco […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) fez um prévia dos bancos para o 4TRI22 e reiterou sua preferência por Itaú-Unibanco (ITUB4) ante Bradesco (BBDC) e Santander (SANB11). Além disso, o BTG acredita que a crise da Americanas (AMER3) poderá impactar os bancos.

Sobre Itaú-Unibanco (ITUB4), o BTG mantém o rating de compra, bem como para Banco do Brasil (BBAS3). Isto porque os dois têm valuations atrativos e melhor dinâmica de rentabilidade. Os novos preços-alvo para Itaú e Banco do Brasil são de R$ 35 e R$ 57.

Em relação ao Bradesco, embora o banco esteja negociando próximo a 1,0x P/VP 2022E e o BTG não acredite que seu ROE ficará abaixo de seu custo de capital no longo prazo, ainda é difícil prever por quanto tempo seus resultados permanecerão abaixo do seu potencial máximo. Assim, permanece neutros, com novo preço-alvo de R$ 18.

“Por fim, negociando a 1,3x P/VP 2022E e 8,7x P/L 2023E e com o ROE ainda pressionado no curto prazo, o banco de investimentos reitera nosso rating neutro no Santander, com um novo preço-alvo de R$ 30”, diz o BTG.

Prévia dos bancos para o 4TRI22: momento continua negativo

Os bancos brasileiros de varejo de grande capitalização começarão a divulgar seus resultados do 4TRI22 na próxima semana, com o Santander dando o pontapé inicial em 2 de fevereiro. Porém, mais importante, o BTG atualizou seus números para 2023 e observará como eles se comparam ao guidance que deve ser fornecido junto com os resultados do 4TRI22.

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“O momento para os bancos brasileiros permanece negativo. A economia está desacelerando, as expectativas de inflação/taxas de juros aumentaram, os níveis de serviço da dívida de pessoas físicas estão extremamente altos, há preocupações/riscos em torno de uma possível reforma tributária e a ‘história da Americanas (AMER3)’ recentemente acrescentou riscos adicionais no segmento corporativo”, avaliou o BTG sobre a prévia dos bancos para o 4TRI22.

Como resultado, o banco de investimentos está reduzindo as estimativas de lucro por ação (LPA) para o quarto trimestre e 2023 em 12% e 5% para os quatro grandes bancos listados.

Provisões da Americanas (AMER3) devem impactar

A rede varejista Americanas (AMER3) entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada, o que o BTG acredita que já impactará os números do 4TRI22 dos bancos. De fato, dois bancos relevantes (Safra e Daycoval) já anunciaram que provisionaram 50% de suas respectivas exposições no resultado do ano passado.

“E acreditamos que a exposição restante (dependendo da evolução do caso da Americanas) provavelmente será feita em 2023. Embora ainda não saibamos ao certo os dados exatos de cada banco (estamos usando o que foi divulgado na imprensa), estamos assumindo que os quatro grandes bancos registrarão aproximadamente 30% de provisões adicionais no quarto trimestre relacionadas ao varejista”, ponta o relatório.

Como tal, o banco de investimentos está elevando as estimativas de provisão para perdas com empréstimos para levar em conta a Americanas, bem como as perspectivas macro mais desafiadoras. Ao todo, aumentaram-se as provisões para devedores duvidosos do Itaú, BB, Bradesco e Santander em 15% no quarto trimestre e 6% em 2023.

Bando do Brasil: único banco com crescimento de LPA

Assim como no 3TRI22, o BTG espera que o Itaú e o Banco do Brasil superem o desempenho do Bradesco e do Santander no 4TRI22, com o BB como destaque na prévia dos bancos para o 4TRI22.

“De fato, supondo que estejamos certos sobre as provisões da AMER, o BB provavelmente será o único banco a relatar expansão de lucros trimestrais (prevemos R$ 8,4 bilhões, um pouco mais alto trimestral). Mas também esperamos resultados “core” sólidos do Itaú, com estabilização da formação de NPL”, avaliou o BTG.

Dito isso, devido à Americanas, o BTG ajustou a previsão de lucro líquido para R$ 7,7 bilhões, queda de 5% no trimestre. Por outro lado, já esperava que o Bradesco e o Santander tivessem um desempenho inferior no quarto trimestre, devido à deterioração da dinâmica no terceiro trimestre, com os lucros provavelmente diminuindo no trimestre.

“Mas, dada a piora do cenário macro (ruim para os resultados de tesouraria e NPLs) e o fiasco da Americanas (que parece mais relevante para esses dois bancos), agora prevemos quedas muito maiores. Ao todo, esperamos que os lucros do quarto trimestre do Bradesco cheguem a R$ 3,9 bilhões (-25% t/t, 9,9% ROE) e os do Santander em R$ 2,4 bilhões (-23% t/t, 11,4% ROE)”, diz o BTG.

Cortando estimativas em LPA para 2023

A boa notícia da antecipação de parte das provisões da Americanas no 4TRI22 seria um guidance “mais limpo” para 2023, embora algumas provisões adicionais ainda possam ser necessárias. Mas o BTG se mantém um pouco mais conservadores nas provisões devido ao cenário macro mais desafiador aos balanços dos bancos.

“Dessa forma, estamos reduzindo nossas estimativas de lucro por ação de 2023 para Itaú, Bradesco e Santander em 5%, 14% e 10%. Na verdade, o BB é o único para o qual estamos subindo um pouco nossas estimativas (em 5%) devido a sua carteira de crédito mais segura e dinâmica de margem financeira líquida ainda favorável”, diz.

Para o Itaú, projeta-se lucro líquido de R$ 34,1 bilhões em 2023 (ROE de 20,0%, 11% a/a), 4% abaixo do consenso. Enquanto isso, estima R$ 22,6 bilhões para o Bradesco (13,7% ROE, -1,5% a/a, 12% abaixo do consenso) e R$ 12,6 bilhões para o Santander (14,7% ROE, -5% a/a, 11% abaixo do consenso). Por fim, projeta-se R$ 32,4 bilhões para o Banco do Brasil (ROE de 18,8%, 4% a/a, 1% acima do consenso).

Valuations atraentes, mas há riscos

Os valuations dos bancos brasileiros estão realmente atraentes (por exemplo, o Itaú negocia a 7,4x P/L23). No entanto, o momento ainda parece ser considerado desafiador. Para começar, o BTG vê o endividamento de pessoa física em situação difícil (especialmente entre os grupos de baixa renda).

Assim, como a inflação continua forte e a taxa Selic deve permanecer mais alta por mais tempo devido às preocupações fiscais, a questão da inadimplência das famílias torna-se cada vez mais relevante para o balanços dos bancos.

“Sem surpresa, também vimos um fluxo de notícias problemático no início do ano em torno de um potencial limite para empréstimos rotativos de cartão de crédito. Além disso, ainda há dúvidas sobre o novo papel dos bancos públicos no governo Lula”, apontou o relatório do BTG.

Enquanto isso, a reforma tributária também é uma preocupação, com a possível eliminação dos benefícios fiscais do juros sobre capital próprio. E por fim, o caso Americanas também terá grande impacto (com possíveis riscos adicionais no segmento corporativo). “Como tal, acreditamos que o consenso ainda parece excessivamente otimista sobre os resultados”, finaliza o relatório.

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