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Hapvida frustra mercado com pressão nas margens no 4º TRI

Hapvida frustra mercado com pressão nas margens no 4º TRI

Segundo análise do Banco Safra, o Ebitda ajustado ficou 26% abaixo das estimativas da instituição e 29% inferior ao consenso

A Hapvida (HAPV3) voltou a decepcionar o mercado no quarto trimestre de 2025 ao divulgar resultados abaixo das expectativas, com destaque para a forte perda de beneficiários e a continuidade da pressão sobre margens operacionais. Segundo análise do Banco Safra, o Ebitda ajustado ficou 26% abaixo das estimativas da instituição e 29% inferior ao consenso do mercado, reforçando um cenário desafiador para a companhia.

O trimestre já era esperado como mais fraco, em meio ao aumento da utilização dos serviços de saúde e à expansão da rede própria. No entanto, a intensidade da deterioração surpreendeu negativamente, com impactos relevantes tanto em fatores conjunturais quanto estruturais. Entre eles, destacam-se o avanço da sinistralidade, os custos associados à ampliação da rede e a maior concorrência, especialmente na região Sudeste.

Um dos principais pontos de atenção foi a perda líquida de 140 mil beneficiários de planos de saúde, número significativamente pior do que o esperado. A redução foi puxada principalmente por São Paulo, além das regiões Sul e Minas Gerais, refletindo um ambiente competitivo mais acirrado em todos os segmentos de atuação.

Dados do balanço

A receita líquida do HAPV3 somou R$ 7,9 bilhões no período, com crescimento de 6% na comparação anual, em linha com as projeções. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 556 milhões, com margem de 7%, representando uma queda expressiva frente ao ano anterior. A piora foi impulsionada pela alta da sinistralidade caixa, que alcançou 75,5%, além do aumento das despesas administrativas.

Apesar disso, o ticket médio apresentou crescimento de 7% no ano, sustentado por reajustes de preços. Ainda assim, o avanço não foi suficiente para compensar a pressão de custos e a perda de escala.

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No resultado final, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 29 milhões no trimestre. Além disso, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 233 milhões, refletindo maior necessidade de investimentos e pressão operacional.

A alavancagem também aumentou, com a relação dívida líquida/Ebitda subindo para 2,42 vezes. Ainda assim, a empresa manteve um nível elevado de solvência.

Para 2026, a administração sinaliza um ano de execução e recuperação gradual, mas sem promessas de uma virada imediata. O Safra mantém recomendação neutra para o papel, destacando o risco de novas revisões negativas nos resultados.

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