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Petrobras (PETR4): Mubadala vai ao CADE contra nova política de preços

Petrobras (PETR4): Mubadala vai ao CADE contra nova política de preços

A Petrobras (PETR4) anunciou recentemente sua nova política de preços, deixando de lado a política de paridade de importação (PPI), implementada em 2016 pelo então presidente Michel Temer. Entretanto, essa alteração implica em amor risco para o Mubadala, que comprou a refinaria de Mataripe, na Bahia, em 2021, pagando US$ 1,8 bilhão à Petrobras. A […]

A Petrobras (PETR4) anunciou recentemente sua nova política de preços, deixando de lado a política de paridade de importação (PPI), implementada em 2016 pelo então presidente Michel Temer.

Entretanto, essa alteração implica em amor risco para o Mubadala, que comprou a refinaria de Mataripe, na Bahia, em 2021, pagando US$ 1,8 bilhão à Petrobras. A informação é do BrazilJournal.

De acordo com o site, a Acelen — a companhia criada pelo Mubadala para operar a refinaria — deve ir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) pedir uma liminar preventiva contra a venda de petróleo pela Petrobras a preços superiores aos praticados nas vendas para suas próprias refinarias. 

Também traz que, para o fundo árabe, a nova política de preços não é suficientemente transparente e, assim, não garante previsibilidade.

Gráfico mostra a ação PETR4 na Bolsa.

Petrobras (PETR4): Mubadala vai ao CADE

A Acelen destaca que como a Petrobras é uma empresa dominante no mercado, “essa premissa é base” para garantir o abastecimento nacional e promover o desenvolvimento da indústria. “A ausência de previsibilidade dos preços de combustíveis dessa nova política tende a afastar novos investidores e investimentos,” disse a empresa.

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Levantamento do BrazilJournal aponta que a Acelen faz seus reajustes com base na PPI, e que já baixou o preço do diesel em 31% e o da gasolina em 16% desde o início do ano.

Também traz que, atualmente, a Petrobras tem quase uma posição monopolista no refino, respondendo por cerca de 80% de todo o refino do Brasil.

Enquanto isso, a Acelen tem outros 14%, e o restante está nas mãos do Grupo Atem, que controla a refinaria de Manaus, vendida pela Petrobras no final do ano passado.

No passado

O site elenca que, até recentemente, a Petrobras divulgava publicamente o chamado ‘preço de transferência’, para deixar claro que estava vendendo para suas refinarias seguindo a paridade internacional. Com a mudança na sua gestão, no entanto, a estatal parou de divulgar esses preços.

O temor da Acelen é que a Petrobras passe a vender para suas refinarias próprias a um preço menor do que vende para Acelen, o que inviabilizaria a competição no mercado interno.

Preço do petróleo, hoje

Por volta das 15h15 o petróleo tipo Brent recuava 1,64%, cotado em R$ 75,70, enquanto o tipo WTI caía 1,57%, cotado em R$ 71,67. O primeiro é mais comum, produzido no mundo todo, enquanto o segundo tem uma tipologia encontrada principalmente nos EUA.

Cada gota de petróleo extraído em qualquer lugar do mundo traz alguma especificidade bem particular. No caso do Brasil, o país tem em seu solo um óleo muito grosso e que demanda refino, porém, como há poucas refinarias de Norte a Sul, faz mais sentido importar para, assim, ter um volume de combustíveis suficiente para atender a população.

Esta é uma das razões pela qual a Petrobras se utilizava do PPI, visto que o país é autossuficiente na commodity, mas não na especificação considerada adequada para a produção de combustíveis.

Desta forma, o PPI equacionava as contas e os custos que a petroleira brasileira tinha, e tem, para realizar a operação. Essa é a tese dos executivos e autoridades políticas que defendiam o modelo anterior.

Para o novo governo, porém, como a Petrobras é uma empresa pública, ela não deve produzir visando, exclusivamente, o lucro. Ou seja, a estatal deve absorver parte dos custos de maneira a subsidiar o combustível que chega nas bombas e, assim, não pesar tanto na vida dos brasileiros.

Bolsa

Por volta das 15h30 a ação PETR4 seguia cotada em R$ 25,66.