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Petrobras (PETR4) investe R$ 600 mi em campanha sísmica

Petrobras (PETR4) investe R$ 600 mi em campanha sísmica

A Petrobras (PETR4) informou que investiu R$ 600 milhões no que classificou de a maior campanha sísmica em águas profundas do mundo, concluída no fim de abril no campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos. De acordo com a petroleira, as operações duraram um ano e cobriram uma área de 3.164 km², o […]

A Petrobras (PETR4) informou que investiu R$ 600 milhões no que classificou de a maior campanha sísmica em águas profundas do mundo, concluída no fim de abril no campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos.

De acordo com a petroleira, as operações duraram um ano e cobriram uma área de 3.164 km², o equivalente a mais de duas vezes a cidade de São Paulo.

Conforme os dados sísmicos coletados, a estatal pretende mapear novas oportunidades para impulsionar projetos complementares de desenvolvimento de Tupi e Iracema.

Gráfico mostra a ação PETR4 na Bolsa.

Petrobras (PETR4): projetos no exterior

A Petrobras (PETR4) tem muitas frentes de trabalho, e parte delas está voltada a operações no exterior. Porém, essa necessidade de diversificação, com empreitadas para além das fronteiras do país, deixa alguns especialistas preocupados.

Para se ter ideia, a companhia tem projetos de exploração na costa da Guiana, país que faz fronteira com Brasil e Venezuela, visto que o projeto da Petrobras para a Margem Equatorial, na Foz do Amazonas, compreende uma extensão de 2.200 km ao longo da costa brasileira.

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Esse ativo vai do extremo norte do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, ao litoral do Rio Grande do Norte, e prevê a perfuração de 16 poços exploratórios de petróleo.

Como mencionado pelo EuQueroInvestir na última semana, a estatal gasta R$ 3 milhões por dia com os equipamentos parados nesta Região, visto que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) não concedeu licença exploratória à petroleira, ainda.

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Small Caps: Ações Exponenciais

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Dinheiro

Diretor de pesquisa de exploração e produção da Wood Mackenzie, Marcelo de Assis disse ao Valor Econômico que é fundamental saber de onde sairia o dinheiro necessário para uma retomada dos investimentos fora do Brasil.

Esse é um dos pontos elencados por especialistas como Assis, para quem há o perigo de o recurso financeiro sair de um empreendimento lucrativo para outro que, até o momento, é apenas uma aposta.

De acordo com o atual Plano Estratégico 2023-2027 da Petrobras, serão investidos quase US$ 3 bilhões em aportes na exploração da Margem Equatorial. Assis destaca que, se a decisão de se internacionalizar necessitar de aporte de dinheiro novo e não previsto até agora, a empresa terá que buscar soluções, que podem passar pela redução de dividendos ou deslocamento de dinheiro originalmente destinado a outras atividades.

Além disso, há a questão da transição energética e de qual será a velocidade que a estatal vai imprimir nessa mudança para uma energia mais limpa. O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, já citou em várias entrevistas que quer que a companhia alcance proeminência na transição energética frente a seus pares, mas isso tem um custo.

Bolsa

A ação PETR4 encerrou o dia 30 de maio cotada em R$ 26,39.